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UE pede à ONU ação para permitir exportação de petróleo pelo Estreito de Ormuz

UE pede à ONU mecanismo para exportar petróleo pelo Estreito de Ormuz, similar ao acordo de cereais, diante de risco de desabastecimento de energia e fertilizantes

Kaja Kallas em Bruxelas 18/12/2025 REUTERS/Yves Herman
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  • A chefe da diplomacia da União Europeia pediu à Organização das Nações Unidas uma iniciativa para permitir a exportação de petróleo pelo Estreito de Ormuz, semelhante ao acordo que permitiu saídas de cereais da Ucrânia.
  • A europeia afirmou que o bloqueio do Estreito de Ormuz é muito perigoso para o abastecimento de petróleo, principalmente na Ásia, e também impacta fertilizantes.
  • Ela lembrou a iniciativa dos Cereais do Mar Negro, mediada pela ONU e pela Turquia em 2022, que autorizou exportações de cereais ucranianos, mesmo com a guerra, até a Rússia suspender o acordo em 2023.
  • Os ministros vão discutir se alteram o mandato da missão Aspides, destinada a proteger navios na região do Mar Vermelho, e a França já sinaliza criar uma missão para abrir o Estreito de Ormuz.
  • A UE mantém contato com os EUA e avalia o que poderia funcionar de forma mais rápida, destacando que o Estreito não fica na área da OTAN; a reunião em Bruxelas visa discutir reforço da presença naval no Oriente Médio.

A chefe da diplomacia da União Europeia pediu hoje ao secretário-geral da ONU uma iniciativa para permitir a exportação de petróleo pelo Estreito de Ormuz, similar ao acordo que liberou cereais da Ucrânia. A fala ocorreu durante uma reunião de ministros em Bruxelas.

Kaja Kallas afirmou que o bloqueio de Ormuz é perigoso para o abastecimento de petróleo, especialmente na Ásia, e também pode impactar fertilizantes. Ela disse que, se faltar fertilizante neste ano, pode haver privação alimentar no próximo.

A UE avalia como reproduzir, no contexto de Ormuz, a lógica do mecanismo mediado pela ONU e pela Turquia para os cereais do Mar Negro, assinado entre Kiev e Moscou, que permitiu exportações antes da suspensão russa em 2023.

Contexto e desdobramentos

A chefe da diplomacia europeia também informou que os ministros vão discutir, hoje, a possível mudança do mandato da missão Aspides, criada para proteger navios no Mar Vermelho. A ideia é ver se é viável adaptar a atuação para Ormuz.

Ela mencionou ainda que a França já sinalizou planos de criar uma missão para abrir o Estreito de Ormuz, mas que é preciso avaliar o que pode funcionar com rapidez. A ideia é segurança para o tráfego naval.

Kallas comentou sobre o posicionamento dos Estados Unidos, que destacaram a importância de manter Ormuz aberto. Segundo ela, a UE tem mantido contato com parceiros americanos em diferentes níveis para encontrar caminhos.

A responsável europeia ressaltou que Ormuz não fica na zona de atuação da Otan, o que torna relevante uma solução europeia voluntária. A UE avalia, entre opções, uma missão comum para a região.

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