- O veterano político Ali Larijani, de 67 anos, foi morto em ataque aéreo dos EUA e de Israel enquanto visitava a filha na periferia leste de Teerã, segundo a agência Fars.
- Larijani era uma das figuras mais influentes do Irã, articulador da política de segurança e conselheiro próximo do líder supremo Ali Khamenei até a morte dele em um ataque no mês passado.
- Ao longo da carreira, chefiou o Conselho Nacional de Segurança, foi presidente do parlamento por doze anos e atuou como negociador nuclear do país entre 2005 e 2007.
- Foi citado entre os responsáveis pela repressão aos protestos de janeiro, que levaram a sanções americanas, e tomou partido público após os ataques de fevereiro contra o Irã.
- Mesmo com uma postura moderada, Larijani era considerado o rosto de consultas com negociadores ocidentais e um elo entre o governo iraniano e potências globais, até o acirramento causado pelos conflitos atuais.
Veteran Iranian político Ali Larijani foi morto por um ataque aéreo EUA-Israel, segundo a agência semi-oficial Fars. O incidente ocorreu enquanto ele visitava a filha, nos arredores leste de uma região de Teerã.
Larijani, 67 anos, era uma das vozes mais influentes do regime iraniano, com papel central nas negociações nucleares e na gestão de relações regionais. Foi adversário de fratura com o Ocidente em diferentes fases.
O ataque ocorreu após semanas de tensões, com o ministro da Defesa de Israel sugerindo mortes em ataques anteriores. O governo iraniano afirma que a operação buscava desmantelar o país, enquanto o mundo observa o desfecho de uma política nuclear que demorou a ser definida.
Sobre Larijani
Nascido em 1958, em Najaf, no Iraque, Larijani teve passagem pela Guarda Revolucionária, pela rádio estatal IRIB e pelo Conselho Supremo de Segurança Nacional. Também foi deputado e, por 12 anos, presidente do parlamento.
Como negociador nuclear entre 2005 e 2007, defendeu o direito de enriquecimento de urânio de Teerã. Desenvolveu relações com Rússia e China, buscando manter a influência iraniana em um cenário internacional complexo.
Seu papel no endurecimento de medidas contra protestos internos em janeiro levou sanções dos EUA. Washington apontou envolvimento na repressão a manifestações de trabalhadores e estudantes.
Fonte: agências iranianas e relatos de Reuters, com referências a autoridades israelenses e ao governo dos EUA sobre o contexto regional.
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