- País pode ficar sem estoques de suprimentos médicos em duas semanas se remessas não forem redirecionadas rapidamente após o conflito no Oriente Médio.
- Cerca de $600.000 em medicamentos essenciais estão presos em portos de Dubai.
- Aproximadamente noventa clínicas administradas pelo governo sudanês, que atendem cerca de 400 mil pacientes, dependem dos fornecimentos da Save the Children, sem alternativa local.
- Os medicamentos incluem antibióticos, antimaláricos, analgésicos, antitérmicos e remédios injetáveis pediátricos, que normalmente entram por Port Sudan e seguem por estrada até Darfur.
- A Organização Mundial da Saúde alerta para faltas crescentes de suprimentos médicos, com aumento de custos de transporte e cortes de doadores, e orçamento da Save the Children para o Sudão reduzido em 4 milhões de dólares.
O acesso a medicamentos em clínicas de Sudan pode se esgotar em duas semanas, caso não ocorram redirecionamentos rápidos de remessas após os impactos do conflito no Oriente Médio, informou a Save the Children. A organização aponta que cerca de US$ 600 mil em medicamentos essenciais estão retidos em portos de Dubai.
Ao todo, 90 clínicas administradas pelo governo sudanês, que atendem aproximadamente 400 mil pacientes, dependem do fornecimento da ONG, sem alternativas no país para suprimento de fármacos, vacinas e tratamento nutricional, segundo Willem Zuidema, diretor global de cadeia de suprimentos da entidade.
O conflito de três anos no país já provocou deslocamentos em massa e agravou uma das maiores crises humanitárias do mundo, com impactos diretos na logística de ajuda humanitária para a população.
A diretoria da organização alertou que há poucas semanas para realizar o redirecionamento das remessas, sob pena de queda no abastecimento. Sem estoques tampando emergências, pacientes podem ficar sem acesso a atendimento básico de saúde.
Os medicamentos abrangem antibióticos, antimaláricos, analgésicos, antipiréticos e insumos pediátricos, com entrada via Porto de Port Sudan e distribuição por via rodoviária para áreas como Darfur.
A situação é corroborada pela escalada de custos de transporte. O aumento de frete e a necessidade de contêineres remanejados elevam gastos, já afetando o orçamento de ajuda que vem de grandes doadores, segundo a Save the Children.
A organização informou ainda que o orçamento anual do país recebeu cortes de US$ 4 milhões, ficando em US$ 98 milhões para 2026, o que agrava a resposta humanitária em meio à escalada de preços de combustível.
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