- O estado sul da Somália anunciou suspensão de cooperação e de relações com o governo federal em Mogadíscio.
- Autoridades do sul acusam o governo federal de armar milícias e de tentar destituir o presidente Abdiaziz Hassan Mohamed Laftagareen.
- Os ministros da defesa e da informação do governo federal não responderam a pedidos de commentário.
- Disputas sobre mudanças constitucionais, eleições e o equilíbrio de poder entre Mogadíscio e administrações regionais alimentam as tensões.
- Voos comerciais entre Mogadíscio e Baidoa foram interrompidos, enquanto voos humanitários, incluindo operações da Organização das Nações Unidas, continuam.
Somália: estado do Sudoeste corta relações com governo federal em Mogadíscio
O estado do Sudoeste da Somália anunciou na terça-feira a suspensão de toda cooperação e relações com o governo federal, em Mogadíscio. A medida é a mais recente evidência de tensão no sistema federal do país.
Durante a coletiva, autoridades do Sudoeste acusaram o governo federal de armar milícias e tentar destituir o presidente Abdiaziz Hassan Mohamed Laftagareen. O objetivo, dizem, é impor mudanças sem apoio regional.
Defesa e governo federal não responderam a pedidos de comentário da Reuters. Disputas sobre mudanças constitucionais, eleições e repartição de poder alimentam o atrito entre Mogadíscio e administrações regionais.
Contexto político e impactos regionais
Voos comerciais entre Mogadíscio e Baidoa, capital administrativa do Sudoeste, foram interrompidos. Voos humanitários, incluindo operações da ONU, seguem em funcionamento.
Baidoa fica a cerca de 245 km de Mogadíscio e abriga tropas federais, forças de segurança regionais e operações humanitárias em uma área afetada por seca, conflito e deslocamento.
A tensão entre Mogadíscio e outras regiões já ocorreu antes. Somalilandia declarou independência em 1991, enquanto Puntland já suspendeu reconhecimento em 2024; Jubbaland também se separou de vínculos com o governo central.
O movimento do Sudoeste reflete disputas profundas sobre constitucionalidade, eleições e o equilíbrio de poder entre as instâncias federais e regionais. As consequências incluem impactos logísticos e administrativos para operações humanitárias.
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