- A primeira-ministra Mette Frederiksen, líder do Partido Social Democrata, busca um terceiro mandato em eleição parlamentar marcada para 24 de março, apostando na defesa firme da Groenlândia frente a dúvidas sobre custo de vida no país.
- Pesquisas mostraram queda do apoio ao partido para 17% em dezembro, mas recuperação para cerca de 22% nas semanas recentes, atribuída à postura sobre a disputa com Washington.
- O governo enfrentou controvérsias, incluindo o abate de visons durante a pandemia por suspeita de vírus, e decisões como a substituição de feriado público para financiar defesa.
- Analistas dizem que Frederiksen é alvo de críticas por estilo de liderança centralizador e por ter formado coalizão com o centro-direita, afastando aliados de esquerda.
- No cenário externo, a líder tem mantido atuação ativa, defendido a Groenlândia e apoiado a Ucrânia, com vislumbre de eventual candidatura à OTAN caso seja reeleita.
Mette Frederiksen, primeira-ministra da Dinamarca, sinalizou buscar um terceiro mandato, apostando que sua posição firme sobre Groenlândia pode compensar críticas sobre o custo de vida no país. A eleição parlamentar está marcada para 24 de março, em meio a dúvidas sobre a gestão de crises econômicas internas e custos públicos.
Frederiksen, de 48 anos, lidera os Socialdemocratas e tenta evitar que a vitória histórica de 2022 se transforme em derrota em 2026. Pesquisas recentes mostraram queda de apoio em dezembro, com volta gradual nos últimos meses diante de sinais de manejo da disputa com Washington sobre Groenlândia.
A trajetória da premiê inclui mudanças significativas na política externa e interna, além de controvérsias em casa, como a decisão de abater o plantel de visons em 2020 por motivos sanitários durante a pandemia. O episódio foi alvo de investigação pública que apontou falhas legais, sem atribuir culpa pessoal a Frederiksen.
Contexto interno
Ao longo de sua gestão, Frederiksen promoveu endurecimento migratório e reformas fiscais, buscando ampliar gastos com defesa ao custo de mudanças em feriados públicos. Críticas apontam estilo de liderança centralizado e alianças políticas com partidos de centro, desagravando parte da base de apoio da esquerda.
Analistas destacam que a popularidade caiu, mas houve reação gradual diante da atuação no caso Groenlândia. No cenário externo, a premiê ganhou visibilidade ao defender aliados europeus e apoiar a Ucrânia, além de manter diálogo estratégico com EUA sobre segurança na região ártica.
Cenário eleitoral
Se vencer e completar o mandato, Frederiksen pode se tornar a líder com o maior tempo no poder desde a Segunda Guerra Mundial, aproximando-se de 11 anos no cargo. A disputa também envolve a posição da Dinamarca no bloco europeu e o papel em políticas de defesa e cooperação regional.
A eleição promete testar a popularidade de uma líder que enfrentou crises como pandemia global, conflitos geopolíticos e ataques cibernéticos, além de tensões com Washington sobre Groenlândia. O resultado pode redefinir a direção de políticas internas e de segurança nacional.
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