- Ucrânia aceitou a oferta da União Europeia de apoio técnico e financiamento para restabelecer o fluxo de petróleo pelo gasoduto Druzhba.
- A expectativa é de que a estação de bombeamento seja restaurada em 1,5 mês, se não houver novos ataques russos.
- Hungria e Eslováquia estão sem recebimento de petróleo russo via Druzhba desde o fim de janeiro, após ataque a equipamentos na Ucrânia.
- Kiev nega que esteja retendo o fluxo; a Hungria afirma que há “jogo político” por parte de Kyiv.
- A UE destacou a importância da retomada para a estabilidade do mercado e mantém o compromisso de eliminar as importações russas de petróleo até o fim de 2027.
O governo da Ucrânia aceitou a oferta da União Europeia de apoio técnico e financiamento para restabelecer os fluxos de petróleo pelo gasoduto Druzhba, danificado. A retomada ainda deve levar semanas para os combustíveis russos chegarem à Hungria e à Eslováquia. O anúncio ocorreu na terça-feira.
Em carta publicada, o presidente Volodymyr Zelenskiy disse que as obras de reparo se aproximam do fim e que a estação de bombeamento deve ficar funcional em 1,5 mês, desde que não haja novos ataques da Rússia.
Desde o ataque de Moscou, no fim de janeiro, a Hungria e a Eslováquia ficaram sem fornecimento de petróleo russo via Druzhba. Kyiv informou que a recuperação requer tempo e não atribuiu culpa aos dois países.
Reação de países e consequências
A resposta à aceitação daquele apoio foi moderada. O ministro das Relações Exteriores da Hungria chamou o movimento de um “jogo político” em meio à disputa.
A tensão envolve o atraso na liberação de um empréstimo de 90 bilhões de euros da UE para a Ucrânia e novas sanções contra a Rússia, condicionadas à retomada de Druzhba. Orban afirma que, sem óleo, não há dinheiro.
Zelenskiy negou que a Ucrânia esteja atrasando o fluxo. Em carta ao presidente do Conselho da UE e à presidente da Comissão Europeia, pediu cooperação para manter a estabilidade do mercado.
Os líderes europeus reiteraram, em correspondência, a importância de restabelecer os fluxos para cumprir obrigações contratuais e manter o compromisso de eliminar gradualmente as importações de petróleo russo até o fim de 2027.
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