- O líder da AfD, Tino Chrupalla, acusou os EUA de cometer “crimes de guerra” após a ofensiva dos EUA contra a Síria? Iran, citando ataques a uma escola para meninas e infraestrutura civil, num tom crítico à guerra.
- A aliança entre MAGA e a direita populista europeia começa a ruir, com críticos europeus afastando-se da linha de apoio militar de Trump.
- Líderes europeus de destaque já tinham criticado Trump: Jordan Bardella, Giorgia Meloni e outros, que reprovam ações como ameaças a soberania e ataques que violam o direito internacional.
- A percepção de que apoiar guerras dos EUA pode custar votos faz com que figuras como Nigel Farage, Viktor Orbán e Matteo Salvini evitem alinhamentos diretos com Trump.
- A relação entre MAGA e a extrema direita europeia nunca foi tão tensa, destacando divergências sobre intervenção militar e soberania nacional, mesmo com aspirações antigas de uma “movimento” populista continental.
O clima entre a direita populista europeia e o movimento MAGA sofre abalo após a escalada militar de Donald Trump no Oriente Médio. A guerra na região afetou alianças com a Europa, especialmente com o espectro ultraconservador que antes buscava alinhamento com Washington. A reação varia entre apoio contido e críticas diretas às ações americanas.
Na Alemanha, o AfD, principal força de extrema direita, manteve uma posição tensa. O co-líder Tino Chrupalla denunciou ataques a civis e a uma escola feminina, qualificando-os como crimes de guerra. Suas falas mostraram uma mudança de tom em relação às chamadas iniciais de apoio aberto a Trump.
A conversa sobre uma cooperação transatlântica já vivia sob dúvidas. Em 2025, o círculo próximo de Washington teve encontros públicos com líderes alemães, gerando surpresa entre aliados tradicionais da Alemanha. A empatia com o discurso anti-imigração e anti-EU, porém, começou a enfrentar limites práticos.
Desdobramentos na Europa indicam que a marcha para uma aliança populista com o que se chamou de internacional MAGA não ocorreu como idealizado. Diversos governantes europeus reagiram de forma crítica a intervenções militares de Trump, ressaltando soberania nacional e leis internacionais.
Líderes franceses, italianos e britânicos passaram a recuar de apoios explícitos, citando prejuízos à ordem internacional e riscos eleitorais internos. Observadores apontam que o eleitorado europeu tende a punir posições que insistem em confrontos externos.
A fricção interna se acentua com a divulgação de documentos que envolveram Feldman, Bannon e financiadores de campanhas na Europa. Registros indicam tentativas de apoio a candidatos europeus de extrema direita, incluindo nomes de peso no cenário francês e italiano.
Para além das controvérsias, a avaliação pública aponta que o populismo europeu tem autonomia para avançar com agendas nacionais, sem depender de suporte direto de Washington. A reputação de figuras associadas ao movimento complica o atrativo de uma frente única.
A crise também expõe a dificuldade de comunicação de MAGA entre públicos europeus. Críticos lembram que mensagens agressivas e o tom beligerante dificultam a construção de relações estáveis com eleitores europeus.
Interlocutores apontam que, apesar das divergências, o cenário pode passar por ajustes. A experiência histórica mostra que alianças anti-imigração e anti-BCE costumam se fragmentar quando confrontadas com realidades institucionais e pressões internas.
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