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Deputados questionam chefe de inteligência de Trump sobre Irã nuclear

Gabbard contradiz versão escrita, afirmando que Irã tentava reconstruir o programa nuclear, durante audiência de Inteligência do Senado

U.S. Director of National Intelligence Tulsi Gabbard sits between two uniformed military intelligence leaders inside the Senate Hart Building on Capitol Hill at the beginning of a Senate Intelligence Committee hearing on worldwide threats on March 18.
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  • Em audiência no Senado, a diretora de Inteligência Nacional dos EUA, Tulsi Gabbard, afirmou que a Iran buscava recuperar seu programa nuclear antes da guerra com EUA e Israel, divergindo de seu testemunho escrito.
  • No documento, ela disse que, após os ataques de verão passado, o programa de enriquecimento de urânio do Irã teria sido obliterado e não haveria esforços para reconstruí-lo, com entradas de instalações subterrâneas bombadas enterradas.
  • Em seu depoimento público, Gabbard afirmou que, antes da operação Epic Fury, o Irã tentava se recompor da violência contra sua infraestrutura nuclear e não cumpria obrigações com a AIEA.
  • Senadores democratas questionaram por que parte do testemunho escrito foi omitida, e Gabbard afirmou ter pulado trechos para economizar tempo; Ossoff perguntou sobre a existência de ameaça nuclear iminente, e a testemunha disse que apenas o presidente pode determinar esse ponto.
  • A audiência ocorreu um dia após a renúncia de Joe Kent, chefe da Central de Counterterrorismo, que discordou da decisão de Washington e Tel Aviv de atacar o Irã; o debate destacou divisões entre democratas e republicanos sobre a guerra e recursos de inteligência.

Durante uma audiência pública no Congresso, nesta semana, Tulsi Gabbard, diretora de Inteligência Nacional dos EUA, apresentou versões conflitantes sobre o programa nuclear do Irã e as justificativas para ações militares contra o país. O depoimento ocorreu no Senado, em Washington, no âmbito de uma sessão da Comissão de Inteligência.

A autoridade informou que, segundo a avaliação da comunidade de inteligência, o Irã buscava reconstruir infraestrutura nuclear após ações militares no verão passado. Em contrapartida, sua versão escrita afirmava ter havido destruição de instalações de enriquecimento e interrupção de tentativas de reconstrução.

No depoimento oral, Gabbard reconheceu mudanças em relação ao texto preparado, afirmando que o Irã tentava recuperar danos causados pela ofensiva de 12 dias. Ela disse ainda que o Irã não cumpria plenamente as obrigações com o OIEA, negando acesso a instalações-chave.

Questionada por senadores, a diretora manteve o tom de que continua a haver intenção do Irã de retomar o enriquecimento nuclear, ao passo que disse que cabe ao presidente definir o que constitui ameaça iminente. O debate ocorreu após a renúncia de Joe Kent, subordinado de Gabbard, que se opôs à ação norte-americana contra o Irã.

Entre os interlocutores, o vice-presidente da comissão, senador Mark Warner, e o senador Jon Ossoff cobraram respostas mais claras sobre discrepâncias entre o que foi apresentado oralmente e o conteúdo escrito. Os dois enfatizaram a responsabilidade da comunidade de inteligência em avaliar ameaças globais.

Pelo lado republicano, senadores destacaram impactos de decisões sobre cortes de orçamento em áreas como contrainteligência, combate ao terrorismo e cibersegurança. Críticas também apontaram para eventuais efeitos colaterais de ações contra o Irã na aliança com a Ucrânia e no abastecimento de energia global.

O diretor da CIA, John Ratcliffe, também presente na audiência, defendeu as medidas adotadas para equilibrar interesses domésticos e internacionais. Ele afirmou que as ações, embora possam beneficiar adversários, visam manter a economia estável e manter preços do petróleo sob controle.

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