- Em audiência no Senado, a diretora de Inteligência Nacional dos EUA, Tulsi Gabbard, afirmou que a Iran buscava recuperar seu programa nuclear antes da guerra com EUA e Israel, divergindo de seu testemunho escrito.
- No documento, ela disse que, após os ataques de verão passado, o programa de enriquecimento de urânio do Irã teria sido obliterado e não haveria esforços para reconstruí-lo, com entradas de instalações subterrâneas bombadas enterradas.
- Em seu depoimento público, Gabbard afirmou que, antes da operação Epic Fury, o Irã tentava se recompor da violência contra sua infraestrutura nuclear e não cumpria obrigações com a AIEA.
- Senadores democratas questionaram por que parte do testemunho escrito foi omitida, e Gabbard afirmou ter pulado trechos para economizar tempo; Ossoff perguntou sobre a existência de ameaça nuclear iminente, e a testemunha disse que apenas o presidente pode determinar esse ponto.
- A audiência ocorreu um dia após a renúncia de Joe Kent, chefe da Central de Counterterrorismo, que discordou da decisão de Washington e Tel Aviv de atacar o Irã; o debate destacou divisões entre democratas e republicanos sobre a guerra e recursos de inteligência.
Durante uma audiência pública no Congresso, nesta semana, Tulsi Gabbard, diretora de Inteligência Nacional dos EUA, apresentou versões conflitantes sobre o programa nuclear do Irã e as justificativas para ações militares contra o país. O depoimento ocorreu no Senado, em Washington, no âmbito de uma sessão da Comissão de Inteligência.
A autoridade informou que, segundo a avaliação da comunidade de inteligência, o Irã buscava reconstruir infraestrutura nuclear após ações militares no verão passado. Em contrapartida, sua versão escrita afirmava ter havido destruição de instalações de enriquecimento e interrupção de tentativas de reconstrução.
No depoimento oral, Gabbard reconheceu mudanças em relação ao texto preparado, afirmando que o Irã tentava recuperar danos causados pela ofensiva de 12 dias. Ela disse ainda que o Irã não cumpria plenamente as obrigações com o OIEA, negando acesso a instalações-chave.
Questionada por senadores, a diretora manteve o tom de que continua a haver intenção do Irã de retomar o enriquecimento nuclear, ao passo que disse que cabe ao presidente definir o que constitui ameaça iminente. O debate ocorreu após a renúncia de Joe Kent, subordinado de Gabbard, que se opôs à ação norte-americana contra o Irã.
Entre os interlocutores, o vice-presidente da comissão, senador Mark Warner, e o senador Jon Ossoff cobraram respostas mais claras sobre discrepâncias entre o que foi apresentado oralmente e o conteúdo escrito. Os dois enfatizaram a responsabilidade da comunidade de inteligência em avaliar ameaças globais.
Pelo lado republicano, senadores destacaram impactos de decisões sobre cortes de orçamento em áreas como contrainteligência, combate ao terrorismo e cibersegurança. Críticas também apontaram para eventuais efeitos colaterais de ações contra o Irã na aliança com a Ucrânia e no abastecimento de energia global.
O diretor da CIA, John Ratcliffe, também presente na audiência, defendeu as medidas adotadas para equilibrar interesses domésticos e internacionais. Ele afirmou que as ações, embora possam beneficiar adversários, visam manter a economia estável e manter preços do petróleo sob controle.
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