- O Irã continua exportando petróleo pelo Estreito de Ormuz, transportando 1,2 milhão de barris por dia.
- Desde 1º de março, o petróleo iraniano representou quase três quartos dos 27,2 milhões de barris que passaram pelo Golfo Pérsico.
- O estreito permanece amplamente fechado ao tráfego internacional, com apenas navios de países considerados “amigos” autorizados a transitar.
- Analistas apontam trânsito condicionado a autorizações, com algumas embarcações usando rotas ligeiramente mais longas e frotas ocultas para driblar sanções.
- O Irã afirmou que o estreito está aberto para a maioria, fechando apenas para petroleiros e navios de inimigos; EUA mencionaram possibilidade de minas e ações militares recentes.
O Irã mantém o Estreito de Ormuz como passagem estratégica, com exportação de petróleo em níveis próximos aos de antes do conflito. Dados indicam que o país envia 1,2 milhão de barris de petróleo bruto por dia pela passagem e permite a passagem de um grupo limitado de embarcações associadas a países amigos.
Apesar do funcionamento parcial, o tráfego internacional pelo estreito permanece amplamente bloqueado. A Bloomberg, citando a Kpler, aponta que o petróleo iraniano representou quase 75% dos 27,2 milhões de barris que passaram pelo Golfo Pérsico desde 1º de março.
Até 15 de março, pelo menos 89 embarcações atravessaram o estreito, entre elas 16 petroleiros. O volume diário atual é inferior ao registrado antes do conflito, quando a média girava em torno de 1,5 milhão de barris por dia.
Descolamento entre país e navios
Segundo a Windward, algumas embarcações não iranianas obtêm autorização para transitar, adotando rotas ligeiramente mais longas que contornam águas iranianas. Quase todas essas cargas partiram ou passaram pelo porto Imam Khomeini, um polo comercial iraniano.
Analistas ressaltam que o Irã tem feito transições condicionais para navios de países considerados aliados, em um movimento visto como resposta às sanções ocidentais. Estudos da Lloyd’s List Intelligence corroboram que parte dos navios pertence a chamadas frotas ocultas.
O que o Irã diz
O governo iraniano afirma que o Estreito de Ormuz está aberto, mas fechado para petroleiros e navios de países considerados inimigos, como aliados de ataques à nação. Alega que o estreito continua funcionando para o restante do mundo, com pedidos de segurança mantendo o canal aberto para outros interessados.
Em resposta, o governo dos EUA indicou que há saída de navios iranianos e que a passagem tem sido permitida para manter o abastecimento global. A Administração americana afirma que a abertura ocorre de forma natural, sem comprometer a segurança internacional.
Ações e desdobramentos
Relatos apontam que autoridades dos EUA e do Reino Unido avaliam a possibilidade de minas no Estreito de Ormuz. Embora ainda não haja confirmação de posicionamento de minas, houve ações militares regionais, incluindo ataques aéreos próximos às defesas iranianas costeiras.
O Comando Central dos EUA divulgou ataques com munições de alto poder contra instalações militares iranianas fortificadas ao longo da costa, alegando que esses alvos representavam risco à navegação no estreito.
Contexto e próximos passos
As informações destacam um cenário de trânsito seletivo, em que o Irã mantém controle significativo do acesso ao estreito. Observadores enfatizam a importância estratégica da via para o abastecimento global, bem como as tensões entre Teerã e potências ocidentais.
Não há conclusão anunciada sobre futuras mudanças na política de passagem. O monitoramento internacional permanece ativo, com autoridades de várias nações avaliando impactos logísticos e de segurança na região.
Entre na conversa da comunidade