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Irã não tentou enriquecer urânio desde ataque de junho de 2025

Inteligência dos EUA afirma que, desde o ataque de junho de 2025, o Irã não busca reconstruir o enriquecimento de urânio, mantendo o regime operacional

Irã não tentou enriquecer urânio desde o ataque de junho de 2025
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  • A inteligência dos Estados Unidos concluiu, na quarta-feira 18, que o Irã não estava reconstruindo suas capacidades de enriquecimento nuclear destruídas no ataque de junho de 2025.
  • Tulsi Gabbard, aliada de Donald Trump e diretora de Inteligência Nacional, compartilhou a conclusão por escrito à Comissão de Inteligência do Senado, mas não a repetiu na audiência.
  • Trump afirmou ter ordenado o ataque contra o Irã em 28 de fevereiro, com o argumento de uma ameaça iminente; desde junho de 2025 ele alega que as instalações nucleares foram destruídas, apesar de divergência de avaliações.
  • Um assessor de alto escalão de Gabbard renunciou na terça-feira 17, dizendo que não havia ameaça iminente e que Trump foi induzido ao erro por Israel e pela imprensa.
  • A comunidade de inteligência americana avalia que o regime do Irã permanece intacto, embora enfraquecido, e que, se sobrevier, poderá levar anos para reconstruir capacidades militares, arsenais de mísseis e drones.

O governo dos Estados Unidos informou que a inteligência não identifica esforços do Irã para reconstruir o enriquecimento de urânio desde a Operação Midnight Hammer, realizada em junho de 2025. A conclusão, apresentada em 18 de setembro, contesta as justificativas utilizadas pelo presidente Donald Trump para a guerra.

Tulsi Gabbard, aliada de Trump na condução de políticas de Segurança Nacional, apresentou a avaliação anual de ameaças por escrito à Comissão de Inteligência do Senado. Ela não repetiu a conclusão diante dos senadores durante a audiência.

A Assembleia de Inteligência aponta que, após a operação, o programa nuclear do Irã permanecedestruído na prática, sem sinais de recuperação do enriquecimento. Questionada sobre o motivo de não ter reforçado a afirmação na sessão, Gabbard disse não ter tempo para ler o relatório completo.

Contexto político e declarações

Trump reiterou que ordenou o ataque contra o Irã em 28 de fevereiro, alegando uma ameaça iminente. Também afirmou, após os bombardeios de junho de 2025, ter destruído completamente as instalações nucleares iranianas.

Desde o início do conflito, o presidente sustenta que Teerã estava próximo de obter uma bomba atômica, visão que não recebeu apoio de boa parte dos observadores internacionais, ainda que houvesse negociações de caráter nuclear em curso.

Um assessor de alto escalão de Gabbard deixou o cargo na terça-feira, 17, criticando a falta de uma ameaça iminente e afirmando que Trump foi influenciado por Israel e pela imprensa. Ele havia liderado a oposição a uma possível guerra com o Irã em sua época de deputada.

A comunidade de inteligência dos EUA aponta que o Irã, apesar de ter recebido golpes contra sua liderança e capacidades militares, permanece em operação. A avaliação indica que, se o regime sobreviver, poderá iniciar um esforço de reconstrução de longo prazo para recuperar forças militares, arsenais de mísseis e unidades de drones.

Desdobramentos e perspectivas

O relatório enfatiza a possibilidade de que qualquer regime hostil que sobreviva tente, ao longo de vários anos, reconstruir suas capacidades. A análise não prevê uma conclusão imediata, mas aponta para cenários de recuperação gradual caso o Irã permaneça estável.

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