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Ministro colombiano e Equador avaliam violação de soberania na disputa fronteira

Ministro da Defesa da Colômbia e autoridades do Equador investigam possível violação de soberania após explosões em laboratório de cocaína na fronteira, com mortes e disputa sobre autoria

Colombian Minister of Defense, Pedro Arnulfo Sanchez, speaks during an interview with Reuters in Bogota, Colombia, November 19, 2025. REUTERS/Luisa Gonzalez
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  • Explosões em laboratórios de cocaína perto da fronteira com o Equador deixaram 14 mortos em janeiro, segundo o ministro da Defesa da Colômbia, Pedro Sánchez.
  • Autoridades colombianas e equatorianas trabalham juntas para verificar possível violação de soberania, e houve indicativo de que uma bomba encontrada na Colômbia possa ter pertencido às forças armadas do Equador.
  • O presidente da Colônia, Gustavo Petro, havia sugerido que o Equador bombardeou território colombiano, deixando 27 corpos queimados; nenhuma evidência adicional foi apresentada até o momento.
  • O presidente do Equador, Daniel Noboa, negou a acusação, dizendo que o país atirou apenas contra traficantes em seu território; os locais seriam esconderijos de grupos narco-terroristas de origem majoritariamente colombiana.
  • Em Narino, 12 pessoas foram mortas em 22 de janeiro; outras duas mortes ocorreram em 24 de janeiro, sob as mesmas circunstâncias, enquanto o Equador iniciou operações de segurança na região costeira do Pacífico.

Explosões em laboratórios de cocaína próximos à fronteira com a Ecuador matou 14 pessoas em janeiro, informou o ministro da Defesa da Colômbia, Pedro Sánchez. A declaração ocorreu nesta quarta-feira, ao esclarecer acusações do presidente Gustavo Petro sobre ações equatorianas que resultaram em mortes na região. As autoridades colombianas e ecuatorianas dizem estar avaliando se houve violação de soberania, e um artefato encontrado na Colômbia parece pertencer às forças armadas do Equador.

Petro havia sugerido que o Equador bombardeara território colombiano, deixando 27 corpos carbonizados, sem apresentar novas evidências. O presidente ecuatoriano, Daniel Noboa, negou as acusações, afirmando que o Equador atacou traficantes dentro de seu território para combater o narco-terrorismo. O Ministério da Defesa do Equador não respondeu a pedidos de comentário nesta quarta-feira.

Dois dias após o ataque, o ministro Sánchez informou que 12 pessoas morreram em Narino, na região de fronteira, em 22 de janeiro. Segundo ele, as vítimas teriam morrido queimadas em um laboratório de cocaína; as causas e autores permanecem sob investigação. Em 24 de janeiro, outras duas pessoas também morreram em condições semelhantes.

Resposta regional e investigações

No fim de semana, o Equador lançou operações de segurança por duas semanas em quatro províncias da costa Pacífica, para enfrentar a violência de gangues. O país também tem realizado ações perto da fronteira com a Colômbia, espaço relevante para o tráfico de cocaína com destino aos Estados Unidos. A disputa diplomática acompanha ações de combate ao narcotráfico na região.

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