- Milhares de animais exóticos, incluindo aves e répteis, são trazidos para a União Europeia todos os anos, e muitos acabam como pets.
- Organizações de bem-estar animal dizem que criaturas exóticas costumam ter necessidades complexas e não são adequadas para a vida doméstica.
- Espécies ameaçadas, como panda vermelho, macaco-barbado e iguana marinha das Galápagos, são proibidas de venda sob a convenção CITES, embora o tráfico ilegal persista.
- Em dois mil e vinte e três, trinta por cento das apreensões de vida selvagem tinham como destino o comércio de animais de estimação exóticos, com aves representando a maior variedade de espécies apreendidas.
- O tráfico ilegal causa sofrimento aos animais durante o transporte e pode colocar em risco os proprietários; a ONG AAP cita casos de servais e chimpanzés resgatados com problemas de saúde.
O comércio de animais exóticos na União Europeia envolve milhares de espécies, como aves, répteis e outros animais que chegam às casas de fãs e colecionadores todos os anos. A maior parte acaba como animais de estimação, mas o negócio gera diversos problemas, incluindo o tráfico de espécies ameaçadas.
Dados recentes apontam que, no contexto europeu, animais de estimação vão além de cães e gatos, incluindo servais africanos, cobras e aves tropicais. Estima-se que haveria cerca de 90 milhões de cães e 108 milhões de gatos vivendo em domicílios europeus, segundo a Worldostats 2025.
Organizações de bem-estar animal alertam para as dificuldades de manter exóticos como pets. Segundo Michèle Hamers, responsável pela política da UE na Animal Advocacy and Protection, esses animais mantêm características selvagens, demandam nutrição, espaço e interação social adequados, o que dificulta a convivência doméstica.
Tráfico ilegal e conservação
Dados da ONG TRAFFIC indicam que, em 2023, 28% de todas as apreensões de vida silvestre tinham como destino o comércio de animais de estimação exóticos, um dos maiores setores ilegais da UE. Entre as espécies, aves representaram a maior diversidade, com 196 espécies apreendidas.
A prática ilegal de comércio envolve captura, trânsito e venda de espécies protegidas por acordos internacionais, como a CITES, que classifica animais em categorias que limitam o comércio. Espécies raras costumam ter maior demanda entre colecionadores.
Os traçados de envio costumam ocorrer em condições inadequadas. Animais são transportados em espaços apertados, sem alimentação ou água suficientes, inclusive peixes tropicais colocados em sacos plásticos dentro de bagagens para voos.
Consequências para animais e pessoas
Casos de resgate mostram problemas de saúde decorrentes de nutrição inadequada e manejo precário, principalmente entre servais e chimpanzés. Além disso, o manejo inadequado pode representar risco aos tutores, com incidentes raros de mordidas ou arranhões.
Existem respostas em curso na UE para reduzir o tráfico e melhorar a proteção de animais exóticos. Programas e políticas procuram intensificar fiscalização, fortalecer requisitos de cuidado e ampliar informações ao público sobre riscos e responsabilidades.
Fatos adicionais sobre o tema, bem como detalhes de iniciativas em vigor na UE, podem ser acessados em materiais explicativos oficiais, sem citação de fontes externas.
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