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Navio russo com combustível segue para Cuba apesar do embargo dos EUA

Tanquero russo, com duzentos mil barris de diesel, segue para Cuba desafiando o embargo dos EUA; chegada prevista em cinco dias pode aliviar apagões

Un buque petrolero en el puerto de La Habana, en enero de este año.
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  • Um cargueiro russo, Sea Horse, com bandeira de Hong Kong, transporta até duzentos mil barris de diésel rumo a Cuba, para abastecer geradores e atividades agrícolas e de transporte.
  • A chegada está prevista para o fim de semana ou segunda-feira, na costa oeste cubana, a cerca de 2.122 quilômetros da costa norte, via a rota marítima indicada.
  • O envio representa o maior gesto de Moscou desde as ameaças dos Estados Unidos de impor tarifas, em meio ao bloqueio energético contra Cuba.
  • Há dúvidas sobre o navio Anatoly Kolodkin, com setecentos mil barris de crude, que seria em direção à ilha, mas dados de tráfego apontam trajetória diferente.
  • Dois navios de bandeira norte-americana, perto de Holguín, monitorados por rastreadores, e Cuba relata entrada de remessas menores este ano, com liberalização parcial para importação por pequenas empresas privadas.

O Sea Horse, cargueiro de bandera de Hong Kong, está a caminho de Cuba com até 200.000 barris de diésel, segundo confirmação de veículos de monitoramento naval. O carregamento, considerado o maior envio russo desde o início do bloqueio americano, deve chegar entre o fim de semana e o início da próxima semana à costa oeste cubana. O combustível atende a necessidades críticas de geração de energia e setores de transporte e agricultura.

A viabilidade da operação surge no contexto de sanções americanas que restringem o abastecimento de hidrocarbonetos à ilha. Moscou afirma que o movimento é uma resposta a pressões dos Estados Unidos sobre Cuba, enquanto fontes locais destacam a importância do diesel para o funcionamento de geradores e serviços básicos em todo o território.

O Sea Horse está a 1.146 milhas náuticas da costa norte de Cuba, navegando a 9,9 nós. O navio recomeçou a viagem após ficar detenido no Atlântico por três semanas, segundo dados de rastreamento. A embarcação é uma das opções de abastecimento utilizadas pela ilha diante do bloqueio.

Correções de navegação indicam que circulam informações sobre o navio Anatoly Kolodkin, com 700.000 barris de crude, supostamente em rota para Cuba. Contudo, dados de monitoramento apontam trajeto diferente, fora da rota prevista. A presença de navios sancionados não está confirmada como parte da operação em curso.

Dois navios de bandeira estadunidense, segundo o rastreamento, operavam próximo às costas de Holguín, no leste do país, como parte de ações associadas ao embargo. As autoridades cubanas indicaram que o governo permitiu que pequenas empresas privadas importem combustível, com carregamentos de menor escala já recebidos desde fevereiro, conforme a agência de notícias local.

Especialistas destacam que o diesel é o combustível predominante para manter linhas de geradores em funcionamento, além de usos no transporte e na agricultura. O analista Jorge Piñón, da Universidade do Texas, estima que o envio atual pode suprir o consumo nacional por cerca de 10 dias, levando em conta que os estoques estão baixos.

O envio ocorre em meio a tensões entre Cuba e os Estados Unidos, com o governo cubano também reagindo a ameaças de tarifas sobre fornecedores de combustível. Em declarações oficiais, a comunicação entre Moscou e Washington tem acentuado o tom diplomático, enquanto a população cubana encara interrupções elétricas recorrentes.

A crise de energia cubana, já marcada por quedas de geração, tem sido agravada pela instabilidade regional e pela dependência histórica de importações. Em janeiro, o país recebeu apenas 86.000 barris de combustível, conforme registros de operações portuárias do ano. As autoridades cubanas continuarão monitorando o impacto do novo envio na frequência de apagões.

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