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Países do Golfo detêm centenas de pessoas por publicações sobre ataques ao Irã

Detenções em Baréin, Kuwait e Dubai chegam a centenas por vídeos e publicações sobre ataques iranianos, com acusações de desinformação, insultos e espionagem

Dos ciudadanos toman fotos del humo que sale de un incendio en la zona industrial de Al Quoz en Dubái. Este, según las autoridades, fue causado por la interceptación de un misil el pasado 13 de marzo.
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  • Países do Golfo iniciaram uma campanha de prisões envolvendo centenas de pessoas por publicações sobre ataques do Irã, em meio a esforços para conter a crise e o impacto reputacional.
  • Em Dubái, entre os detidos estão um cidadão britânico, um francês e uma filipina, além de um estudante que compartilhou vídeo de um míssil; segundo a organização Detained in Dubai, as prisões envolvem acusações de divulgação de vídeos, fotos e outros conteúdos.
  • No Kuwait, o Ministério do Interior informou a detenção de dezesseis pessoas, incluindo um colombiano, por vídeos de deboque, difamação ao Exército, falsas informações sobre ataques e gravações ilegais.
  • Em Barém, o Ministério do Interior já informou a prisão de setenta e sete pessoas, citando publicação de vídeos sobre os ataques, uso de inteligência artificial para criar imagens falsas e incitação a novos ataques; protests ocorreram após o início do conflito e a morte do líder iraniano.
  • O Instituto de Baréin para Direitos e Democracia (BIRD) afirma que, até segunda-feira, houve cento e setenta e sete prisões relacionadas a protestos e atividade online; a promotoria tem pedido pena de morte para alguns detidos e as ações de rastreamento têm se expandido.

O monitoramento de redes e vídeos sobre os ataques de Irã levou a uma onda de prisões nos países do Golfo. A atuação das autoridades visa conter a crise e conter impactos à imagem regional em meio a protestos e desinformação.

Em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, não foram divulgados números oficiais, mas entidades de defesa apontaram detenções de estrangeiros e moradores. Relatos mencionam um britânico que afirmou ter apagado um vídeo quando solicitado e um francês preso por enviar uma foto do céu à família, além de uma funcionária filipina flagrada por registrar imagens perto do Burj Al Arab e um estudante que compartilhou vídeo de um míssil em um chat familiar.

No Kuwait, o Ministério do Interior informou até esta segunda-feira a detenção de 16 pessoas. Entre elas havia um colombiano. As acusações incluem publicar vídeos jocosos sobre a situação, desrespeito às Forças Armadas, disseminação de informações falsas sobre ataques e gravações ilegais. Autoridades ressaltam que tais ações geram caos e geram temor.

Barém: prisões e contexto

Em Barém, o Ministério do Interior confirmou 37 detenções até o momento. As acusações englobam publicar vídeos sobre os ataques iranianos, divulgar informações falsas, compartilhar conteúdos com IA e demonstrar simpatia por atos hostis ou incitar novos ataques. A movimentação coincide com protestos ocorridos após a morte do líder iraniano Ali Jameneí, segundo dados de monitoramento local.

A ACLED registrou mais de 100 protestos em Barém entre 1º e 6 de março, com manifestações em apoio a Irã, Palestina e Líbano e críticas à presença de tropas dos EUA. A maioria foi pacífica, mas houve interrupções de vias e confrontos com a polícia, que reprimiu parte das ações.

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