- Países do Golfo iniciaram uma campanha de prisões envolvendo centenas de pessoas por publicações sobre ataques do Irã, em meio a esforços para conter a crise e o impacto reputacional.
- Em Dubái, entre os detidos estão um cidadão britânico, um francês e uma filipina, além de um estudante que compartilhou vídeo de um míssil; segundo a organização Detained in Dubai, as prisões envolvem acusações de divulgação de vídeos, fotos e outros conteúdos.
- No Kuwait, o Ministério do Interior informou a detenção de dezesseis pessoas, incluindo um colombiano, por vídeos de deboque, difamação ao Exército, falsas informações sobre ataques e gravações ilegais.
- Em Barém, o Ministério do Interior já informou a prisão de setenta e sete pessoas, citando publicação de vídeos sobre os ataques, uso de inteligência artificial para criar imagens falsas e incitação a novos ataques; protests ocorreram após o início do conflito e a morte do líder iraniano.
- O Instituto de Baréin para Direitos e Democracia (BIRD) afirma que, até segunda-feira, houve cento e setenta e sete prisões relacionadas a protestos e atividade online; a promotoria tem pedido pena de morte para alguns detidos e as ações de rastreamento têm se expandido.
O monitoramento de redes e vídeos sobre os ataques de Irã levou a uma onda de prisões nos países do Golfo. A atuação das autoridades visa conter a crise e conter impactos à imagem regional em meio a protestos e desinformação.
Em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, não foram divulgados números oficiais, mas entidades de defesa apontaram detenções de estrangeiros e moradores. Relatos mencionam um britânico que afirmou ter apagado um vídeo quando solicitado e um francês preso por enviar uma foto do céu à família, além de uma funcionária filipina flagrada por registrar imagens perto do Burj Al Arab e um estudante que compartilhou vídeo de um míssil em um chat familiar.
No Kuwait, o Ministério do Interior informou até esta segunda-feira a detenção de 16 pessoas. Entre elas havia um colombiano. As acusações incluem publicar vídeos jocosos sobre a situação, desrespeito às Forças Armadas, disseminação de informações falsas sobre ataques e gravações ilegais. Autoridades ressaltam que tais ações geram caos e geram temor.
Barém: prisões e contexto
Em Barém, o Ministério do Interior confirmou 37 detenções até o momento. As acusações englobam publicar vídeos sobre os ataques iranianos, divulgar informações falsas, compartilhar conteúdos com IA e demonstrar simpatia por atos hostis ou incitar novos ataques. A movimentação coincide com protestos ocorridos após a morte do líder iraniano Ali Jameneí, segundo dados de monitoramento local.
A ACLED registrou mais de 100 protestos em Barém entre 1º e 6 de março, com manifestações em apoio a Irã, Palestina e Líbano e críticas à presença de tropas dos EUA. A maioria foi pacífica, mas houve interrupções de vias e confrontos com a polícia, que reprimiu parte das ações.
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