- Um ataque a um hospital em Kabul, na Afghanistan, deixou mais de 400 mortos, sendo o pior incidente desde o início do conflito; o regime Taliban diz que o ataque foi do Paquistão, que nega e afirma ter atingido instalações militares e infraestrutura de apoio a terrorismo.
- Reacendeu o confronto entre Afeganistão e Paquistão, com violência regional em ascensão e pouca indicação de desescalada; o Talibã amplificou ações com maior uso de drones e ataques, enquanto o Paquistão intensificou operações em território afegão.
- China tenta mediar o conflito há uma semana, mas esforços ainda não chegaram a um acordo, diante da percepção de que a diplomacia não convencerá o Taliban a abandonar o abrigo a grupos insurgentes.
- Relações energéticas na região devem sofrer mudanças, com Bangladesh, Índia e Paquistão buscando rotas de passagem pelo Estreito de Hormuz para aliviar escassez de combustível causada pela guerra no Irã.
- Nepal: o primeiro-ministro interino Sushila Karki é criticado por nomeações políticas antes de a nova administração tomar posse; no âmbito comercial, Bangladesh é alvo de investigações americanas sobre uso de trabalho forçado, destacando tensões econômicas regionais.
O conflito entre Afeganistão e Paquistão permanece tenso, com ações militares e acusações mútuas. Na terça-feira, o regime talibã em Cabul afirmou que o Paquistão bombardeou um hospital, provocando centenas de mortos. Islamabad nega e diz ter mirado instalações militares.
Testemunhas e veículos de imprensa dizem que a ofensiva teria causado um grande número de vítimas civis. Organizações de assistência estimam que centenas ficaram feridas ou mortas em Cabul, apontando para um hospital que também atua como centro de reabilitação.
A escalada ocorre em meio a ataques com drones, cruzando acordos de cessar-fogo vistos anteriormente como frágeis. Países da região, incluindo China, buscam facilitar negociações, mas ainda não há sinal de retorno a acordos duradouros.
Conflito afeganistão-paquistão: leitura atual
O confronto entre os dois países ganha cada vez mais dimensão geográfica e militar. A violência envolve ataques aéreos paquistaneses em território afegão e respostas talibãs em postos fronteiriços paquistaneses. A diplomacia segue sem acordo claro.
Energia e abastecimento na região
A guerra no Irã impacta a segurança de energia na região do Sul da Ásia. Países como Bangladesh, Índia, Paquistão e Sri Lanka buscam manter o fluxo de petróleo e gás, com medições envolvendo o Estreito de Hormuz. Pequenas concessões ajudaram a manter parte do tráfego de combustíveis.
Alguns estados firmaram entendimentos para passagem de navios pelo estreito, o que pode aliviar parcialmente as carências locais. O cenário, porém, permanece volátil diante de tensões persistentes na região.
Nepal e governo interino
Nações vizinhas enfrentam pressão interna. O primeiro-ministro interino do Nepal enfrenta críticas por nomeações políticas, com fortes debates sobre nepotismo e qualificação de dirigentes. O governo de transição tenta manter o ritmo de reformas e organização eleitoral.
Comércio e acordos comerciais
Os EUA abriram investigações de proteção ao comércio envolvendo várias economias. Bangladesh aparece em duas frentes, ligadas a alegações de uso de mão de obra forçada e práticas comerciais injustas. Dhaka e Washington já fecharam um acordo de comércio recíproco recentemente.
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