- O presidente nigeriano Bola Tinubu iniciou uma visita de estado de dois dias ao Reino Unido, recebido pelo rei Charles III e pela rainha Camilla, a primeira visita formal de um líder da Nigéria ao país em quase quatro décadas.
- Uma grande delegação nigeriana chegou à Inglaterra para fortalecer laços bilaterais entre os dois países.
- O presidente Denis Sassou Nguesso ampliou seu mandato na República do Congo para 42 anos ao ser ree eleito com 94,8% dos votos.
- Ruanda ameaçou retirar suas tropas de operações de contratelorismo em Moçambique caso o financiamento internacional não seja mantido, com o fim do apoio financeiro da União Europeia previsto para maio.
- O Reino Unido pretende ampliar a cooperação com a Nigéria, migrando de doador para investidor, com foco em investimento em fintech, indústrias criativas e cooperação em defesa e vigilância; já há parcerias em cinema, séries e produção criativa entre os dois países.
O presidente da Nigéria, Bola Ahmed Tinubu, iniciou uma visita de estado de dois dias ao Reino Unido, na quarta-feira, recebida por o rei Charles III e a rainha Camilla em Windsor. O objetivo é fortalecer laços bilaterais e ampliar investimentos, com uma delegação ministerial Nigerians incluindo defesas, inteligência e minerais.
A viagem acontece em meio a um histórico de cooperação entre Abuja e Londres, que busca diversificar parceiros comerciais num momento de tensões geopolíticas globais. Tinubu chega após recentes entraves na cooperação militar com os EUA, enquanto Londres pretende migrar de doador para investidor em África.
Entre os temas da agenda estão cooperação de segurança, defesa e vigilância para ampliar a produção de petróleo na Nigéria, além do fortalecimento de investimentos em fintech e indústria criativa. A delegação britânica e nigeriana planejam acordos para ampliar o comércio e a cooperação tecnológica.
No Reino Unido, Oluremi Tinubu, esposa do presidente, deve pregar em serviços na Lambeth Palace e manter encontros com representantes da Igreja da Inglaterra, em tom de celebração de laços culturais entre as duas nações. O governo britânico vem sinalizando uma parceria baseada em respeito e igualdade com países africanos.
Paralelamente, o noticiário desta semana destaca a reeleição do presidente Denis Sassou Nguesso, na República do Congo, com 94,8% dos votos, consolidando um governo de quase 42 anos. A votação ocorreu no fim de semana, em meio a críticas sobre a disputa e condições econômicas amplas no país.
Outro tema da semana é o saldo da cooperação keniana com a Rússia, com o ministro das Relações Exteriores do Quénia afirmando que Kenia não deverá mais enviar combatentes para a Ucrânia. A declaração foi feita durante coletiva com o ministro russo das Relações Exteriores, Sergey Lavrov.
Ronda de atualizações também aborda a saída potencial de tropas de Ruanda em Moçambique, caso o financiamento internacional não seja assegurado. A força ruandesa participa de operações contra terrorismo na província de Cabo Delgado, com apoios financeiros da União Europeia que vencem em maio.
A região acompanha ainda o andamento de um projeto de gás natural liquefeito em Cabo Delgado, apoiado pela TotalEnergies e financiado pela Eximbank dos EUA. Uma possível retirada Ruanda deixaria o projeto mais vulnerável a riscos de segurança.
A cobertura também registra denúncias de corrupção envolvendo o setor de mineração na República Democrática do Congo, com autoridades holandesas multando a Fleurette Properties por supostas irregularidades na concessão de licenças de exploração.
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