- Donald Trump afirmou na Truth Social que os EUA poderiam “eliminar” o Irã antes de deixar que outros países protejam o Estreito de Ormuz, pouco após aliados europeus e asiáticos demonstrarem hesitação em coalizão militar.
- O presidente disse que os EUA não “utilizam” o Estreito de Ormuz e justificou a ideia pela necessidade de pressionar aliados menos responsivos a agir rapidamente.
- O fechamento do estreito, em meio a ataques na região, contribuiu para elevação dos preços; o barril do Brent estava em US$ 108,43 na manhã de quarta-feira.
- O Irã fechou o Estreito de Ormuz após ataques aéreos que atingiram o território iraniano, com estimativa de que cerca de 25% do comércio marítimo mundial de petróleo passa pela passagem.
- Dados da Kpler, citados pela Bloomberg, apontam que 27,2 milhões de barris deixaram a região desde o começo do conflito, cerca de 400 mil barris por dia, contra a média anterior de 14 milhões diários.
- Também houve relatos de ataques ao campo de gás natural South Pars, compartilhado pelo Irã e pelo Catar, além de instalações em Assaluyeh; o Catar responsabilizou Israel pela ofensiva.
Donald Trump publicou na Truth Social uma ideia sobre o Estreito de Ormuz: os EUA poderiam eliminar o Irã e deixar que outros países protegessem a passagem. A postagem ocorreu em meio a tensões com aliados sobre uma coalizão militar para a rota.
A discussão surge quando o fechamento do estreito pelo Irã elevou o preço do petróleo, com o Brent perto de US$ 108,43 o barril na manhã de hoje. Enquanto falava de proteção internacional, Trump afirmou que os EUA não precisam de terceiros para cumprir essa tarefa.
Contexto acelerado pelo conflito
O Irã fechou o Estreito de Ormuz após ataques aéreos envolvendo EUA e Israel, ameaçando navios na passagem entre o Golfo e a Península Arábica. A rota é crucial para o petróleo do Oriente Médio, correspondendo a cerca de 25% do comércio mundial, segundo a IEA.
Impacto econômico e dados do conflito
Dados da Kpler, levantados pela Bloomberg, indicam que cerca de 27,2 milhões de barris deixaram a região desde o início do conflito, equivalente a ~400 mil barris/dia, frente a uma média de 14 milhões antes do embate.
Ataques e reação regional
A explosão de atividades também atingiu o campo de gás natural South Pars, o maior do mundo, compartilhado entre Irã e Catar, além de instalações em Assaluyeh. A autoria ainda não está confirmada, mas o ministro do Catar atribuiu ao Israel ataques, destacando riscos para energia global.
Contexto diplomático
O Irã informou sobre os ataques na estatal IRNA; a avaliação sobre quem conduziu as ações permanece sem confirmação. O Catar salientou a ameaça à segurança energética global, enfatizando impactos aos povos da região e ao meio ambiente.
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