- Brasil enviou vinte mil toneladas de arroz, mais arroz em casca, feijão preto e leite em pó, via Programa Mundial de Alimentos (PMA), para Cuba, para atenuar a crise no país.
- Medicamentos já chegaram por via aérea, segundo o Ministério das Relações Exteriores.
- Diplomata Gisela Padovan afirmou que o Brasil acompanha a população que sofre e continua com doações de alimentos e remédios.
- No mês, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a falta de ajuda internacional a Cuba, citando perseguição ideológica.
- A primeira delegação do comboio “Nossa América” chegou a Cuba, levando material médico da Itália; o grupo reúne representantes de diversos países e organizações.
O Brasil enviou ajuda humanitária a Cuba, em resposta à crise provocada pelo bloqueio energético imposto pelos EUA. A remessa foi organizada pelo Programa Mundial de Alimentos (PMA) e anunciada pelo Ministério das Relações Exteriores.
O carregamento inclui 20 mil toneladas de arroz em casca, 150 toneladas de arroz descascado, 150 toneladas de feijão preto e 500 toneladas de leite em pó. Medicamentos já chegaram por via aérea.
A diplomata Gisela Padovan afirmou que o Brasil acompanha a situação e mantém doações constantes de alimentos e medicamentos para amenizar o sofrimento da população cubana.
Lula criticou a falta de ajuda internacional a Cuba, reforçando a percepção de perseguição ideológica. Ele questionou a razão de Cuba enfrentar carências quando outros cidadãos também merecem acesso a recursos básicos.
Avanços humanitários e contexto
A primeira delegação do comboio Nossa América chegou a Cuba na quarta-feira, 19 de março, trazendo cinco toneladas de material médico da Itália. O grupo reúne 120 representantes de 19 países e diversas entidades.
Cuba enfrenta, há seis anos, uma crise econômica que se agravou desde janeiro. A pressão energética iniciou após o dia 3 de janeiro, quando o país deixou de receber petróleo da Venezuela, em meio a tensões internacionais envolvendo a prisão de Nicolás Maduro nos EUA.
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