- Quase 20 dias após o início da guerra no Irã, o preço do barril passou de 120 dólares e os EUA passaram a ficar isolados de aliados europeus que eram seus parceiros tradicionais.
- Trump pediu apoio de Reino Unido, Alemanha e França para a ofensiva contra o Irã; China ficou responsável por pressionar pela liberação do Estreito de Ormuz e a Rússia ganhou permissão para voltar a vender petróleo no mercado internacional.
- No âmbito interno, a popularidade de Trump caiu e houve deserção de integrantes do governo, como o diretor do Centro Nacional de Contraterrorismo, Joe Kent; apoiadores do movimento MAGA passaram a criticar o presidente.
- Israel, com apoio dos EUA, conseguiu avanços militares contra o Irã e sobre território libanês, com o regime iraniano mantendo ataques a alvos norte-americanos na região.
- Na Europa, a OTAN ficou mais nebulosa: Macron disse que não é a guerra deles, Alemanha também se recusou a se envolver, e o Reino Unido não apoiou; nos EUA, houve ameaça de censura a emissoras críticas e avaliações indicam deterioração da democracia segundo o V-Dem.
O filho é teu — reportagem publicada pela Carta Capital aborda o atual conflito no Oriente Médio e seus desdobramentos. Quase 20 dias após o início da guerra envolvendo o Irã, a Administração de Donald Trump enfrenta alta do petróleo, isolamento europeu e desgaste interno.
Os preços do barril chegaram a superar 120 dólares após o fechamento parcial do Estreito de Ormuz, elevando tensões globais. As tentativas de aliados como Reino Unido, Alemanha e França de se somar à coalizão liderada pelos EUA não prosperaram, ampliando o isolamento americano.
O presidente norte-americano busca manter a narrativa de vitória, mas registra queda de apoio interno. A renúncia de Joe Kent, diretor do Centro Nacional de Contraterrorismo, evidencia descontentamento dentro do governo em meio à condução do conflito.
Desdobramentos e reações internacionais
Israel, sob Benjamin Netanyahu, conseguiu avanços militares significativos na região, ampliando a pressão sobre o Irã e o Hezbollah. Ao redor, a Otan enfrenta resistência de aliados europeus, com Macron, Merz e Starmer sinalizando não-busca de envolvimento direto.
Do lado iraniano, o regime sustenta a posição de continuidade, apesar de perdas estratégicas. No Irã, foram registradas mortes de altas autoridades, incluindo o líder do Conselho de Segurança, Ali Larijani, elevando o custo humano do embate.
Reacções domésticas e mídia
Nos EUA, a comunicação do governo mira a censura interna de críticas ao conflito. A Comissão Federal de Comunicações ameaçou cassar licenças de emissoras que critica o curso da guerra, destacando o ambiente tenso entre governo e imprensa.
A conjuntura internacional aponta para um cenário de elevada volatilidade, com impactos ainda incertos sobre fretes, contratos de energia e alianças militares. Este texto reescreve informações disponíveis para leitura objetiva, sem juízos de valor.
Publicado na edição n° 1405 de CartaCapital, em 25 de março de 2026. Este texto aparece na edição impressa de CartaCapital sob o título O filho é teu.
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