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China classifica como inaceitável a morte de autoridades iranianas

China classifica como inaceitável a autorização de Israel para matar líderes iranianos; morte de Ali Larijani pode ampliar tensões na região

Na imagem, o porta-voz do Ministério das Relações da China, Lin Jian, durante coletiva de imprensa
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  • A China classificou como inaceitável o anúncio de Israel de autorizar ataques a líderes iranianos sem necessidade de autorização.
  • O anúncio foi feito pelo ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, na terça-feira, 17 de março.
  • Ali Larijani, chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, morreu em Teerã após ataque israelense.
  • O porta-voz chinês Lin Jian disse estar chocado e pediu cessar-fogo imediato na escalada entre Estados Unidos, Israel e Irã.
  • O texto aponta que, nos últimos 20 dias, outros integrantes do alto escalão iraniano também foram mortos em ataques da coalizão EUA-Israel.

A China classificou como inaceitável o anúncio do governo de Israel autorizando seus militares a matar líderes iranianos sem necessidade de autorização, feito na terça-feira, 17 de março. A afirmação ocorreu nesta quinta-feira, 19 de março, em meio à escalada de tensões na região.

A medida israelense foi anunciada pelo ministro da Defesa de Israel, Israel Katz. A divulgação ocorreu após a confirmação da morte de Ali Larijani, chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã e figura de alto escalão no regime.

Larijani foi morto em Teerã em ataque atribuído a Israel. A irmandade dos detentores de poder no Irã o considerava o líder efetivo do regime desde a morte do líder supremo Ali Khamenei. Ele liderava o sistema de radiodifusão e, desde 2005, ocupava o posto de secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional.

Segundo autoridades iranianas, o ataque integra a sequência de ações que já tiraram do poder ou neutralizaram diversos dirigentes em 20 dias. Entre as perdas, contabilizam-se ao menos 10 integrantes de alta relevância nas estruturas política, militar e de segurança do regime.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian, afirmou que a declaração de Israel deixou o governo chinês chocado. Ele reforçou a cobrança por um cessar-fogo imediato na guerra entre EUA, Israel e Irã e reiterou a oposição ao uso da força nas relações internacionais.

Lin Jian ressaltou que ataques contra líderes e alvos civis são inaceitáveis. Ele destacou que o conflito no Oriente Médio demanda redução de tensões e que a comunidade internacional busca evitar agravamento da crise.

A China reiterou, ainda, a necessidade de evitar ações que ampliem o dano humano e que comprometam a estabilidade regional. O governo chinês mantém posição de oposição ao uso de violência como instrumento de política externa.

  • Fonte: entidades oficiais chinesas e informações do governo israelense e do governo iraniano.

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