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China restringe exportação de fertilizantes, agravando oferta já apertada

China restringe exportações de fertilizantes, pressionando mercados globais já afetados pela guerra; extensão da medida é avaliada até agosto

Fertilizantes representam um custo significativo na cadeia do alimento
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  • A China passou a restringir exportações de fertilizantes para proteger o mercado interno, pressionando ainda mais um cenário global já apertado pela guerra entre EUA, Israel e Irã.
  • As remessas via mar pelo Estreito de Ormuz, imposto pela guerra, respondem por cerca de um terço do suprimento marítimo de fertilizantes.
  • Em meados de março, Pequim proibiu exportações de misturas de nitrogênio e potássio e de determinadas variedades de fosfato, segundo fontes à Reuters.
  • Estima-se que entre metade e 80% das exportações chinesas estejam restritas, potencialmente até 40 milhões de toneladas.
  • Produtores e compradores aguardam sinais do governo sobre retomada, com expectativa de que as proibições não sejam suspensas antes de agosto.

A China ampliou restrições às exportações de fertilizantes para proteger o mercado interno, segundo fontes do setor. A medida agrava a oferta global já apertada pela guerra entre EUA, Israel e Irã, pressionando preços internacionais.

As restrições incluíram a proibição, em meados de março, de exportações de misturas de nitrogênio e potássio e de certos fosfatos. A decisão não foi anunciada formalmente de forma pública, mas foi revelada por veículos de imprensa internacionais.

A proibição, associada a cotas de ureia, reduz significativamente o volume exportado. Estimativas da Reuters apontam que entre metade e 80% das exportações chinesas podem estar restritas, potencialmente até 40 milhões de toneladas. A China é um dos maiores exportadores do mundo.

Impactos no mercado

Essas medidas reforçam a escassez já existente. O preço internacional da ureia subiu cerca de 40% desde o início do conflito, enquanto os futuros na China atingem patamar próximo de máximas de 10 meses.

A China responde a um equilíbrio interno estreito, priorizando a segurança alimentar e isolando o mercado de choques de preços. Analistas dizem que a intervenção reduz a possibilidade de o país agir para amenizar a escassez global.

Perspectivas regionais

No ano passado, a China enviou boas parcelas de fertilizantes ao Brasil, Indonésia, Tailândia e Índia, com participações variando entre 16% e 33%. Hoje, entre metade e 80% das exportações podem estar restritas, segundo a Reuters.

A Filipinas informou que a China assegurou que as exportações não sofreriam novas restrições. Ainda assim, autoridades chinesas não comentaram oficialmente a revisões recentes.

O que esperar

Vendedores de fertilizantes em Xangai indicaram que não há expectativa de retorno rápido das exportações antes de agosto, período de pico de saída, de junho a agosto. Produtores locais monitoram sinais oficiais após o plantio da primavera para possíveis extensões.

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