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Conflito no Oriente Médio atinge instalações de gás e petróleo

Guerra no Oriente Médio atinge instalações de gás no Catar, eleva o petróleo e aumenta tensões entre potências e riskos de crise global

O complexo industrial de Ras Laffan, no Catar, em foto de 2017; o local foi atingido em ataque do Irã, que respondeu a bombardeios israelenses em infraestruturas energéticas de seu país – foto: Karim Jaafar/AFP
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  • O Irã atacou Ras Laffan, no Catar, o maior complexo de exportação de gás natural liquefeito do mundo, após um ataque de Israel ao campo offshore de South Pars–North Dome.
  • Israel havia bombardeado o campo de gás South Pars–North Dome, enquanto o Irã respondeu mirando instalações no Catar; incêndios foram controlados e não houve vítimas, segundo autoridades.
  • A QatarEnergy informou danos consideráveis à maior instalação de gás natural liquefeito do mundo; houve temores de crise energética global.
  • Os ataques contribuíram para forte alta nos preços do petróleo, com o Brent perto de 118 dólares o barril e o WTI acima de 98 dólares.
  • Além do Catar, ataques atingiram a refinaria Samref, na Arábia Saudita, e as refinarias de Mina Abdullah e Mina Al Ahmadi, no Kuwait, sem relatos de vítimas.

O conflito na região regionalizou o impacto de ataques a instalações de hidrocarbonetos. Em resposta aos ataques de Israel, o Irã atingiu no Catar a área de Ras Laffan, principal complexo de GNL do mundo, e provocou danos na maior instalação de gás natural liquefeito. O evento elevou a tensão entre Irã e aliados, e chamou a atenção para a segurança de rotas de energia.

O ataque israelense ao campo compartilhado South Pars–North Dome, entre Irã e Catar, ocorreu na quarta-feira. O Irã respondeu na mesma semana com novos ataques a Ras Laffan, provocando incêndios controlados pela noite. A QatarEnergy informou danos consideráveis, sem relatos de vítimas.

Impacto econômico

O reflexo imediato foi na aumento de preços do petróleo. O Brent subia próximo de 10% e o WTI avançava, com oscilações que refletiram a incerteza sobre o fornecimento regional. Países produtores monitoram impactos em suas exportações e contratos.

Represálias e desdobramentos regionais

Além do Catar, o Irã realizou ataque a uma refinaria saudita em Yanbu, provocando incêndios. A refinaria Samref tem alta capacidade de processamento e funciona como alternativa ao Estreito de Hormuz. No Kuwait, duas refinarias foram também atingidas por drones, com incêndios controlados e sem vítimas.

Repercussão diplomática e estratégica

Donald Trump afirmou, em rede social, que Israel atacou South Pars e que os Estados Unidos poderiam agir caso o Irã atue contra o Catar. A Arábia Saudita manifestou o direito de responder caso haja agressões adicionais. O Catar condenou os ataques ao que chamou de alvos civis e instalações vitais.

Corredor de navegação e resposta internacional

O Estreito de Ormuz segue sob tensão, com ideias de cobrança de taxas para navios que utilizem a passagem, segundo parlamentares iranianos. A Organização Marítima Internacional considera urgentemente estabelecer corredor seguro, diante de navios parados perto do estreito. O bloqueio afeta rotas globais de energia.

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