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Guerra no Irã pode ampliar ataques hackers no Brasil

Retaliação cibernética iraniana pode durar até quatro semanas e colocar infraestruturas brasileiras em risco, aponta estudo exclusivo da Apura

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  • A guerra entre Irã e outros países pode desencadear ataques hackers que atingem Brasil, segundo estudo exclusivo da Apura para a EXAME, monitorando desdobramentos desde 28 de fevereiro.
  • A Apura identificou centenas de investidas cibernéticas contra setores estratégicos; Brasil e América Latina aparecem inicialmente com risco indireto, com alerta para possíveis impactos no médio prazo.
  • Nos primeiros dias do conflito, houve 149 reivindicações de ataques DDoS contra 110 organizações em 16 países, realizados por 12 grupos, com apoio de atores de Rússia e outros países.
  • O relatório aponta que retaliação cibernética iraniana pode se estender por até quatro semanas e passa a ser o principal vetor de resposta assimétrica, em um cenário de capacidades militares convencionais sob ataque.
  • Setores em risco incluem infraestrutura, telecomunicações, financeiro, defesa, marítimo, aéreo e saúde, com maior probabilidade de impactos em empresas públicas e privadas.

O conflito no Irã avança para a terceira semana, com o petróleo acima de US$ 110 o barril e ataques à infraestrutura energética no Oriente Médio. Paralelamente, cresce a atenção ao aspecto cibernético da guerra, que pode atingir alvos ocidentais, inclusive o Brasil.

Relatório exclusivo da Apura, empresa brasileira de cibersegurança, aponta centenas de tentativas de invasão em setores estratégicos. Brasil e América Latina, por ora, aparecem fora dos ataques ativos, mas o risco é considerado indireto e de médio prazo.

Segundo o estudo, após a ofensiva dos EUA, grupos hacktivistas pró-Irã intensificaram ações contra alvos israelenses e norte-americanos. Técnicas comuns incluem DDoS, defacement e ransomware, com espionagem digital também em curso entre os países envolvidos.

Brasil e América Latina sob risco indireto

A Apura destaca que, até a primeira semana de conflito, não houve registros de ataques cibernéticos diretos no Brasil ou na América Latina. Ainda assim, setores como telecomunicações, energia, finanças, defesa, marítimo e aéreo aparecem como áreas vulneráveis.

O documento ressalta que empresas e entidades governamentais são as mais expostas, com diferentes níveis de exposição no curto e no médio prazo. A região é classificada como menos visada de forma imediata, mas não está imune.

Dados dos primeiros dias da guerra cibernética

Nos primeiros cinco dias, houve 149 reivindicações de ataques DDoS promovidos por grupos pró-Irã, atingindo 110 organizações em 16 países. Do total, 12 grupos diferentes participaram, com participação de atores de outros países, inclusive Rússia.

O relatório indica que a retaliação cibernética contra alvos ocidentais pode se estender por até quatro semanas. Em cenários com potências com histórico de operações digitais complexas, o risco é considerado altamente volátil.

Panorama internacional e impactos

A ofensiva envolve, além do Irã, Estados Unidos e Israel, em um contexto visto como o maior conjunto de guerra cibernética integrada desde o conflito Rússia-Ucrânia. Operações digitais acompanham ataques aéreos, reconhecimento de alvos e desinformação.

Entre os exemplos citados, o estudo menciona o uso de capacidades de espionagem digital para mapear alvos e redes de monitoramento. A abrangência sugere que a guerra cibernética pode atuar como vetor de retaliação em cenários militares.

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