- António Guterres pediu fim da guerra e a reabertura do estreito de Ormuz durante almoço com líderes da União Europeia em Bruxelas, nesta quinta-feira (19).
- Ele destacou o sofrimento de civis e os impactos econômicos globais, especialmente para países menos desenvolvidos.
- O secretário-geral também fez apelo ao Irã para abrir o Estreito de Ormuz e condenou ataques, ressaltando que a lei deve prevalecer sobre a força.
- Guterres elogiou a União Europeia e o multilateralismo europeu, enfatizando o papel central da UE na ordem internacional baseada no Estado de direito.
- O evento foi promovido pelo presidente do Conselho Europeu, António Costa, com a expectativa de maior cooperação internacional em temas como clima, tecnologia e segurança.
António Guterres pediu, durante um almoço com líderes da União Europeia em Bruxelas, o fim da guerra em curso e a reabertura do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o petróleo na região. O objetivo é reduzir o impacto humanitário e econômico global resultante do conflito.
O secretário-geral da ONU destacou o sofrimento dos civis e os efeitos da crise na economia mundial, com consequências mais graves para países menos desenvolvidos. O apelo incluiu também a necessidade de evitar o agravamento da violência.
Ele dirigiu uma mensagem aos EUA e a Israel, ressaltando que já passou da hora de encerrar a guerra e de evitar descontrole. A fala ocorreu no âmbito de um encontro com representantes europeus em Bruxelas.
Guterres pediu ainda ao Irã que permita a livre passagem pelo Estreito de Ormuz, destacando que o fechamento prolongado prejudica muitos povos que não participam do conflito. O Conselho de Segurança da ONU já condenou ataques.
A fala reforçou a ideia de que a força da lei deve prevalecer sobre a da força, e a diplomacia, sobre a guerra, segundo o secretário-geral. O tom foi de urgência e de busca por solução pacífica.
Apoio da UE e papel do multilateralismo
A UE convidou Guterres para reforçar a cooperação internacional. O secretário-geral exaltou o papel do bloco na construção de uma ordem internacional baseada no Estado de direito.
Ele ressaltou a importância de ações climáticas e de avanços tecnológicos sob controle, mantendo o Direito Internacional como referência. As declarações ocorreram no contexto de um esforço conjunto com a liderança europeia.
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