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Irã executa três homens, incluindo atleta de 19 anos, por protestos de janeiro

Irã executa três homens, incluindo lutador de 19 anos, ligado aos protestos de janeiro; organizações não governamentais denunciam julgamento injusto e confissões sob tortura

Three protesters from the December demonstrations were executed on charges of “enmity against God”.
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  • Irã realizou a primeira execução ligada aos protestos de janeiro, prendendo três homens em Qom, sul de Teerã, acusados de morte de policiais.
  • Entre os executados estava Saleh Mohammadi, de 19 anos, campeão de wrestling que participou de competições internacionais; organizações de direitos humanos afirmam que ele foi condenado sem defesa adequada e sob confissões obtidas sob tortura.
  • Os outros dois presos são Mehdi Ghasemi e Saeed Davoudi, condenados por moharebeh (guerra contra Deus) e por supostamente envolvimento na morte de policiais e em ações a favor de Israel e dos Estados Unidos.
  • Organizações de direitos humanos alertam para o risco de novas execuções em massa, em meio ao conflito entre Irã, Israel e EUA.
  • Na véspera, Irã já havia anunciado a execução de Kouroush Keyvani, dual iraniano-sueco, por espionagem para Israel; a graça internacional criticou o veredito e o processo.

Mehdi Ghasemi, Saleh Mohammadi e Saeed Davoudi foram executados na cidade de Qom, ao sul de Teerã, na quinta-feira, por crimes ligados à repressão aos protestos de janeiro. Eles teriam participado da morte de dois policiais e de ações consideradas a favor de Israel e dos Estados Unidos. A decisão foi anunciada pela agência judicial Mizan.

Segundo a justiça iraniana, os condenados estiveram envolvidos em atividades que caracterizariam guerra contra Deus, moharebeh, conforme a legislação local. A execução ocorreu após cumprimento de pena capital, em meio a um dos períodos de maior tensão no país. A imprensa estatal manteve o relato factual das sentenças.

Organizações de direitos humanos afirmaram que o trio foi julgado sem devido processo e que as confissões teriam sido obtidas sob tortura. A denúncia inclui a participação de Mohammadi, jovem de 19 anos, que já havia competido em torneios internacionais de luta.

Contexto recente

Na véspera, outro iraniano, Kouroush Keyvani, nacional dual Iran-Suécia, foi executado por espionagem para Israel, em uma punição igualmente condenada por a União Europeia. Autoridades destacaram que a escalada envolve ataques mútuos entre potências regionais e ocidentais.

IHR (Iran Human Rights) informou que as execuções elevam o risco de novas punições contra manifestantes e prisioneiros políticos, especialmente em meio ao acirramento do conflito na região. A ONG ressaltou que Mohammadi completou 19 anos recentemente e que houve freio no direito de defesa adequado.

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