- O Irã avisou que qualquer país que ajude a reabrir o Estreito de Ormuz será cúmplice dos Estados Unidos na agressão e nos crimes contra o Irã.
- O aviso foi feito pelo ministro das Relações Exteriores, Abbas Araqchi, em Istambul, durante reunião de ministros do Oriente Médio.
- O Estreito de Ormuz é controlado pelo Irã e serve de passagem estratégica entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã.
- O Irã mantém que o bloqueio é uma resposta às sanções internacionais e afirma estar preparado para responder a tentativas de romper a passagem.
- O país diz estar aberto ao diálogo regional para garantir estabilidade, mas não aceitará interferência externa; a tensão na região permanece elevada.
O Irã afirmou que qualquer país que ajude a reabrir o Estreito de Ormuz ficará como cúmplice dos Estados Unidos na agressão e nos crimes contra o Irã. A declaração foi feita pelo ministro das Relações Exteriores, Abbas Araqchi, em Istambul, durante reunião de ministros da região.
Araqchi informou que o bloqueio iraniano ao estreito é controlado pelo país e que qualquer tentativa de romper a medida será tratada como apoio à agressão dos EUA. O ministro ressaltou a disposição de responder a ações que ameacem a segurança nacional do Irã.
O Estreito de Ormuz liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e ao Mar da Arábia, servindo como rota estratégica para o transporte de petróleo de países da região. O Irã impôs o bloqueio após sanções internacionais e tensões com Washington, com o objetivo de defender seus interesses.
Contexto e desdobramentos
A comunidade internacional acompanha a tensão na região, com pressões para garantir passagem segura de navios. O Irã reiterou que o bloqueio é uma resposta às sanções econômicas e não abrirá espaço para atividades que afetem sua segurança.
Araqchi afirmou que o Irã está aberto ao diálogo com países da região para assegurar estabilidade no estreito, desde que não haja interferência externa. A posição do governo iraniano permanece de defesa de sua soberania e de medidas proporcionais a sanções.
A reunião em Istambul reuniu ministros de Relações Exteriores de países do Oriente Médio e ocorre em meio a temores de conflito na área. O estado atual do Estreito de Ormuz continua sendo um ponto sensível para o abastecimento global de petróleo.
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