- Irã atacou instalações de energia no Golfo em retaliação a ataques israelenses, marcando a maior escalada do conflito que já dura quase três semanas.
- A ofensiva causou danos na maior fábrica de gás do mundo, em Ras Laffan, no Qatar, atingiu uma refinaria na Arábia Saudita e levou o UAE a fechar instalações de gás, com incêndios em duas refinarias no Kuwait.
- O Brent atingiu acima de US$ 114 por barril; os preços do gás na Europa chegaram a 74 euros por megawatt hora, o nível mais alto desde janeiro de 2023.
- Líderes europeus tentam acordar soluções rápidas para mitigar o choque de preços, mas há ceticismo sobre a capacidade de compensar o impacto, dada a diversidade energética dos países da UE.
- Ras Laffan é um polo de LNG (gas natural liquefeito) do Qatar; a QatarEnergy informou que houve danos extensos e ação de contenção, com fogo controlado ao início desta quinta-feira e sem feridos.
O Irã atacou infraestrutura de energia na região do Golfo em retaliação a ataques israelenses a instalações gasíferas. A ofensiva ocorreu na quinta-feira, aumentando a escalada de quase três semanas no conflito.
Os ataques causaram danos a uma das maiores plantas de gás do mundo em Qatar, miraram uma refinaria na Arábia Saudita e levaram a o Nigerian United Arab Emirates a fechar instalações de gás. Fumos incêndios em duas refinarias no Kuwait.
Os ataques também atingiram Ras Laffan, complexo de gás natural do Qatar, levando a danos extensos conforme divulgado pela QatarEnergy. No Emirado, autoridades disseram ter desligado facilities de gás após interceptar mísseis.
Importa observar que o preço do Brent ultrapassou 114 dólares o barril, atingiu 119 dólares em momentos, enquanto preços de gás na Europa dobraram em relação ao fim de fevereiro. O Dutch gas price atingiu 74 euros por megawatt hora.
Impactos no mercado e respostas
Analistas ressaltam que a escalada não se resume a manchetes militares, mas atinge o funcionamento do sistema global de energia. Ações de governos europeus tentam adotar medidas rápidas para conter altas de preços, ainda que haja ceticismo sobre a viabilidade de compensação para todos os países.
As informações indicam que a interrupção de instalações possa levar semanas ou meses para restabelecimento, dependendo das obras necessárias e do clima na região. A crise envolve o Irã, o Qatar e a Arábia Saudita, com impactos potenciais em suprimento de gás e petróleo.
A QatarEnergy informou que equipes de emergência atuaram para conter incêndios em Ras Laffan e que, até o início desta quinta-feira, os incêndios estavam controlados e sem feridos. A UAE confirmou o fechamento de instalações de gás após ataques interceptados.
As ações reunidas destacam a vulnerabilidade de infraestruturas críticas diante de ataques com mísseis e drones. Autoridades de Abu Dhabi e Doha monitoram a evolução da situação e avaliavam impactos operacionais.
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