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Trump ameaça destruir campos de gás do Irã após ataques contra o Catar

Trump ameaça destruir campos de gás do Irã caso Teerã ataque o Catar, enquanto retaliações elevam preços do petróleo

Donald Trump, presidente dos EUA – Foto: Doug Mills/AFP
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  • Donald Trump ameaçou destruir os campos de gás do Irã se Teerã atacar o Catar, em resposta a ataques mútuos e numa escalada que elevou o preço do petróleo.
  • O Irã bombardeara Ras Laffan, no Catar, em retaliação a um ataque israelense a um campo de gás no Irã; a QatarEnergy informou danos consideráveis e incêndios foram controlados, sem vítimas.
  • O Catar condenou os ataques por visarem civis e instalações vitais, lamentando a violação de linhas vermelhas na região.
  • Os preços do petróleo subiram, com o barril Brent acima de quarenta e dois dólares; países da região, incluindo a Arábia Saudita, sinalizaram possível resposta militar.
  • O Estreito de Ormuz segue cercado de tensões, com navios atingidos no Golfo de Omã e Ras Laffan; a Organização Marítima Internacional busca um corredor marítimo seguro para a saída de navios.

O presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou destruir campos de gás do Irã caso Teerã continue ataques ao Catar. A declaração foi feita na plataforma Truth Social, na sequência de ataques a instalações no Golfo ocorrido nesta semana. Segundo ele, os EUA poderiam explodir maciçamente a totalidade do Campo de Gás de South Pars, com ou sem ajuda de Israel.

Na véspera, o Irã lançou ataques contra a área de Ras Laffan, no Catar, o maior complexo industrial e porto de exportação de gás natural liquefeito (GNL). Nesta quinta-feira, houve novo ataque ao local, que teve danos considerados significativos pela QatarEnergy, empresa estatal de energia do Catar. Incêndios foram contidos, sem registro de vítimas, conforme o Ministério do Interior.

O Catar, segundo maior exportador mundial de GNL, criticou os ataques por atingirem infraestruturas civis. O país informou danos à área industrial no Golfo e ressaltou a violação de linhas vermelhas. Emirados Árabes Unidos também registraram incidentes envolvendo destroços de mísseis interceptados.

A escalada elevou o preço do petróleo, com o barril Brent passando de 112 dólares nesta quinta-feira. O conflito, iniciado em 28 de fevereiro pela ofensiva de Israel e Estados Unidos, mantém preocupações sobre a possibilidade de ampliação para o Oriente Médio. A Arábia Saudita disse que se reserva o direito de responder militarmente.

Ao sul do Estreito de Ormuz, ainda no Golfo, um navio foi atingido por um projétil não identificado, gerando incêndio a bordo, segundo a UKMTO. A mesma agência informou que outro navio foi atingido na costa de Ras Laffan. A Organização Marítima Internacional convoca reunião de urgência para discutir um corredor marítimo seguro.

Em Paris, o BCE analisa impactos da crise energética na inflação e no crescimento, em linha com o movimento de mercados. O presidente francês, Emmanuel Macron, pediu moratória de ataques a instalações de energia após conversas com Trump e com o emir do Catar. Macron defendeu preservação de populações civis e do fornecimento de energia.

Até o momento, a guerra já deixaria mais de 2.200 mortos, segundo autoridades. O conflito envolve Irã, Israel e movimentos alinhados, com a segunda frente de batalha no Líbano, onde Hezbollah atua contra forças israelenses.

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