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Cinco países europeus e Japão prontos para contribuir na segurança de Hormuz

Cinco países europeus e o Japão dizem estar prontos a contribuir com a segurança do estreito de Hormuz, em meio a ataques e impactos em frete e energia global

A UAE navy ship sails next to a cargo ship in the Strait of Hormuz as seen from Khor Fakkan, United Arab Emirates, Wednesday, March 11, 2026.
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  • Nações europeias e Japão disseram estar prontos para contribuir com esforços para aumentar a segurança no estreito de Hormuz, em meio a conflitos com o Irã que afetam o tráfego de navios.
  • O grupo, que inclui Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Países Baixos e Japão, condenou ataques a navios comerciais e apresentou apoio para manter passagem segura e a estabilidade dos mercados globais de energia, sem detalhar como operariam.
  • Dados marítimos mostram que, nas duas primeiras semanas de março, cerca de noventa navios passaram pelo estreito, indicando tráfego ainda limitado, mas presente.
  • A travessia permanece seletiva, com navios ligados ao Irã ou a países com vínculos com Teerã normalmente passando, enquanto outros dependem de acordos diplomáticos para transitar.
  • Mesmo com as interrupções, o Irã mantém exportações de petróleo e o estreito, que responde por cerca de um quinto do abastecimento global de óleo, continua influenciando preços e custos de seguro de navegação.

O estreito de Hormuz volta a ganhar atenção global, com interrupções no tráfego de navios e de energia. Nações europeias e o Japão afirmaram estar prontos para apoiar medidas que aumentem a segurança na passagem, diante do conflito com o Irã. O texto conjunto não detalha planos ou o tamanho do compromisso.

O comunicado conjunto envolve Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Países Baixos e Japão. As delegações declararam que condenam ataques a embarcações comerciais e se dispondo a contribuir para esforços que garantam a passagem segura e a estabilidade dos mercados energéticos mundiais. Não foram apresentados prazos nem métodos específicos.

Dados marítimos indicam que o estreito não foi completamente fechado. Nos primeiros 15 dias de março, cerca de 90 navios, entre eles petroleiros, atravessaram a rota. Embora abaixo dos níveis normais, mostra que o tráfego continua em ritmo seletivo, com restrições para alguns navios.

A crise começou em 28 de fevereiro, quando EUA e Israel lançaram ataques contra o Irã, elevando preocupações sobre a segurança da rota no Golfo. Em dias seguintes, petroleiros foram atingidos e companhias de navegação passaram a adiar viagens devido aos riscos.

Malta-flagged container ship foi atingido por projétil ao atravessar o estreito, levando a tripulação a abandonar o navio. Dados de transporte mostram dezenas de embarcações desacelerando ou aguardando no Golfo, com muitos operadores reavaliando a segurança de transitar pela passagem estreita. Ao menos 20 navios foram atacados desde o início do conflito.

Alguns navios conseguem atravessar sob condições específicas. Em geral, cargas ligadas ao Irã ou a países com laços com Teerã conseguem transitar, enquanto outros dependem de acordos diplomáticos para passagem segura. O Irã continua exportando petróleo, e dados de comércio sugerem milhões de barris já enviados, mesmo com a redução do tráfego.

O impacto no mercado de energia é perceptível. Os preços do petróleo registraram alta, e as tarifas de frete subiram, com seguradoras ajustando avaliações de risco para a travessia de Hormuz. O estreito é uma das rotas energéticas mais estratégicas do mundo, respondendo por cerca de 20% da oferta global de petróleo e por importantes exportações de gás natural liquefeito do Golfo.

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