- O Conselho Europeu pediu desescalada imediata dos conflitos no Oriente Médio, respeito ao direito internacional e proteção de civis, argumentando que a escalada é ameaça à segurança regional e global.
- A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que a situação é extremamente grave e reforçou a atuação diplomática da UE, que já destinou mais de 450 milhões de euros em ajuda humanitária; o bloco mantém apoio a aliados, principalmente no Golfo.
- A UE sinalizou que pode ampliar operações navais no Oriente Médio para garantir a segurança marítima e a liberdade de navegação, principalmente no estreito de Ormuz, além de defender ações coordenadas para combater drones e ataques a infraestruturas.
- Sobre Gaza e Cisjordânia, o Conselho reiterou apoio à solução de dois Estados, pediu cessar-fogo conforme a ONU, desarmamento do Hamas, acesso humanitário imediato a Gaza e reversão de medidas consideradas ilegais na Cisjordânia.
- No Líbano, houve preocupação com o aumento de hostilidades e condenação de ataques ao Hezbollah; a UE apoiou a missão de paz da ONU no país e reiterou o repúdio a ataques contra seus membros.
O Conselho Europeu divulgou, na quinta-feira, 19 de março de 2026, conclusões sobre a crise no Oriente Médio. O texto pede contenção imediata dos conflitos, respeito ao direito internacional e proteção de civis, ressaltando que a escalada representa ameaça à segurança regional e global. Em paralelo, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, enfatizou a necessidade de atuação diplomática do bloco e destacou auxílio humanitário já anunciado.
A UE condena ataques militares do Irã contra países da região e pede a interrupção das ações. Também cobra respeito à soberania e à integridade territorial de Estados, bem como cumprimento de resoluções do Conselho de Segurança da ONU. O bloco defende ações coordenadas entre aliados para reforçar defesa aérea e combater drones.
Von der Leyen afirmou que a situação é extremamente grave e reforçou a proteção de civis. A líder lembrou que a UE já disponibilizou mais de 450 milhões de euros em ajuda humanitária e mantém apoio a países aliados, especialmente no Golfo. Ela mencionou preocupação com impactos sobre preços de energia e com possíveis crises migratórias.
A presidente ressaltou que o bloco está preparado para reagir a cenários de crise, com fronteiras reforçadas e novos mecanismos legais. Em tom firme, afirmou que a UE não repetirá episódios passados, referindo-se a 2015. A diplomacia europeia continuará buscando reduzir tensões e evitar a obtenção de armas nucleares pelo Irã.
No âmbito militar, o Conselho indicou a possibilidade de ampliar operações navais para assegurar a segurança marítima e a liberdade de navegação, sobretudo no estreito de Ormuz. A conclusão também condena ataques a embarcações e a infraestruturas estratégicas, como instalações de energia.
Gaza e Cisjordânia
Sobre o conflito entre Israel e Hamas, o Conselho reiterou apoio à solução de dois Estados e pediu a implementação integral de um cessar-fogo conforme resoluções da ONU. O bloco defende o desarmamento do Hamas, a retirada de forças israelenses da Faixa de Gaza e envio de uma força internacional de estabilização.
A União Europeia pediu acesso imediato e irrestrito de ajuda humanitária a Gaza, classificando a situação como catastrófica. O bloco cobrou reversão de medidas consideradas ilegais na Cisjordânia e condenou a expansão de assentamentos. Também mencionou a necessidade de reconstrução de Gaza e de fortalecimento da Autoridade Palestina.
Líbano e Hezbollah
No Líbano, o Conselho manifestou preocupação com o aumento das hostilidades e condenou ataques do Hezbollah contra Israel. O bloco pediu o fim imediato das ações e apoiou o governo libanês na consolidação das Forças Armadas e no controle territorial.
A UE reiterou apoio à missão de paz da ONU no país, a Força Interina das Nações Unidas no Líbano, e condenou ataques contra seus integrantes, considerados violações graves do direito internacional.
Escalada de tensões
O documento aponta que o ataque dos Estados Unidos ao Irã ocorreu após semanas de tensão entre as duas nações. Em fevereiro, Trump sinalizou possibilidade de ação caso não houvesse avanços diplomáticos, com declarações sobre cenários de conflito. Novas negociações entre EUA e Irã foram iniciadas, mas sem acordo até o momento.
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