- A maioria dos membros da Organização Mundial do Comércio procura uma reforma, mas diverge sobre como chegar a um acordo, em reunião de ministros em Yaoundé, Camarões.
- O encontro, de quatro dias, ocorre em meio a tensões globais, como a guerra entre EUA e aliados contra o Irã, que afeta o comércio e a energia.
- O impasse envolve o mecanismo de solução de controvérsias e a definição de um roteiro para a reforma desejada pelos membros.
- Diplomatas afirmam que, se Yaoundé falhar, países dependentes do comércio podem buscar opções fora do sistema da OMC.
- O ministro do Comércio da Suécia disse que o plano A é reformar dentro da OMC, mas há obstáculos, e a União Europeia poderia seguir por um caminho paralelo em caso de fracasso.
O impasse sobre a reforma da Organização Mundial do Comércio (OMC) em uma reunião marcada para a próxima semana pode levar países a buscar opções alternativas para estabelecer regras e ampliar o livre comércio. O encontro ocorre em Yaoundé, Camarões, e terá duração de quatro dias, envolvendo ministros do Comércio da OMC.
A maioria dos membros deseja uma reforma, mas diverge sobre o roteiro para chegar a um acordo. Diplomatas e documentos internos vistos pela Reuters indicam que o impasse pode pressionar economias dependentes do comércio a buscar caminhos paralelos fora do atual formato da instituição.
No ambiente internacional, as negociações ocorrem em meio a tensões associadas à guerra entre EUA, Israel e Irã, que afetam o fornecimento global de energia e podem impactar a economia mundial. A liderança dos EUA, sob Donald Trump, já elevou tarifas, o que exacerba desafios para a OMC, especialmente diante da paralisação do mecanismo de solução de controvérsias.
Para o caso, o ministro sueco do Comércio, Benjamin Dousa, afirmou que o “Plano A” é reformar dentro do sistema da OMC, embora haja muitos obstáculos. Ele alertou que o fracasso nas tratativas em Yaoundé pode incentivar a União Europeia a buscar um caminho paralelo.
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