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Irã executa atleta ligado a protestos por enforcamento

Irã executa por enforcamento atleta da seleção nacional de wrestling ligado a protestos; três jovens condenados pela morte de dois policiais em Qom

Da esquerda para a direita, Saleh Mohammadi, Mehdi Ghasemi e Saeed Davodi em imagens do julgamento divulgadas pela mídia estatal, segundo a ONG Iran Human Rights
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  • O Irã executou por enforcamento Saleh Mohammadi, 19 anos, atleta da seleção nacional de wrestling, junto com Mehdi Ghasemi e Saeed Davoudi, ambos com 22 anos, ligados aos protestos.
  • Eles teriam sido condenados pela morte de dois policiais em Qom, em oito de janeiro, sob a acusação de moharebeh (guerra contra Deus).
  • As execuções são as primeiras relacionadas aos protestos iniciados no fim de dezembro de 2025, que foram duramente reprimidos pelas autoridades, com uso de arma de fogo, gás lacrimogêneo e corte de internet.
  • Segundo o governo dos Estados Unidos, o Irã havia se comprometido, em dezoito de janeiro, a não executar manifestantes.
  • A Iran Human Rights antes afirmou que os julgamentos foram injustos, baseados em confissões obtidas sob tortura, configurando execuções como assassinatos extrajudiciais para intimidar dissidência.

O Irã executou por enforcamento, no dia 19 de março de 2026, um atleta da seleção nacional de wrestling. Saleh Mohammadi, 19 anos, foi condenado pela morte de dois policiais durante protestos em Qom, em 8 de janeiro, sob a acusação de moharebeh.

Os outros dois executados foram Mehdi Ghasemi, 22 anos, e Saeed Davoudi, também 22. Eles também integravam a equipe de wrestling do país. Segundo a agência Tasnim, os três teriam cometido crimes durante as manifestações, que começaram em 28 de dezembro de 2025.

As execuções ocorrem em meio a denúncias de repressão violenta aos protestos. Agentes teriam usado armas de fogo e gás lacrimogêneo; o acesso à internet foi cortado no dia 9 de janeiro. Relatos internacionais apontam limitações legais no processo judicial.

O governo norte-americano afirmou que o Irã se comprometeu a não executar manifestantes em 14 de janeiro. A Iran Human Rights informou que os julgamentos foram conduzidos com confissões obtidas sob tortura e caracterizou as ações como assassinatos extrajudiciais para intimidar a dissidência política.

O diretor da Iran Human Rights non governamental, Mahmood Amiry-Moghaddam, pediu atenção internacional e alertou para o risco de novas execuções. A entidade reforçou a necessidade de respostas urgentes da comunidade internacional.

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