- Israel lançou vinte novos bombardeios contra o Irã, enquanto o primeiro‑ministro Benjamin Netanyahu afirma que o Irã está prestes a ser “dizimado” e que a guerra terminará muito mais rápido do que se imagina.
- No 21º dia do conflito, mercados reagiram de forma contida: Wall Street teve queda moderada e o petróleo Brent ficou em torno de 107 dólares o barril.
- O Golfo continua sendo alvo de ataques com mísseis e drones; no Kuwait, uma refinaria foi atacada novamente, provocando incêndio e fechamento de unidades.
- O Irã retaliou ataques a instalações norte‑americanas e ameaça ampliar a resposta se houver novos ataques às infraestruturas de energia; o presidente dos EUA pediu que Israel interrompa os ataques.
- A União Europeia pediu moratória aos ataques e trabalha para garantir a navegação no Estreito de Ormuz; medidas de liberação de reservas de petróleo foram anunciadas para conter o rali dos preços.
Israel realizou nesta sexta-feira 20 novos ataques contra o Irã, segundo relatos de agências internacionais. Em resposta, Netanyahu afirmou que o Irã está próximo de ser dizimado e que a guerra terminará muito mais rápido do que se espera. As declarações ocorreram após meses de ofensivas com mísseis e drones.
O governo israelense sustenta que Teerã perdeu capacidade de enriquecer urânio e de produzir mísseis balísticos. A fala de Netanyahu ocorreu em entrevista coletiva exibida pela televisão, sem definição de prazo para o fim do conflito.
O conflito permanece regional, com impactos nos mercados e na economia mundial. O Brent seguia volatil, e o preço do gás na Europa registrou queda ou estabilização em meio a incertezas e intervenções de governos. Países do Golfo vivem momentos de alerta.
Refinaria atacada no Kuwait
No Kuwait, uma refinaria sofreu novo ataque com drones, provocando incêndio e fechamento de unidades. O ataque ocorre após ataques anteriores à mesma instalação. Países da região registraram respostas com defesa aérea e registros de danos indiretos.
Em retaliação a uma ofensiva liderada pelos EUA e por Israel desde 28 de fevereiro, o Irã desfechou ataques a alvos americanos no Golfo e a instalações de energia, elevando temores de interrupções globais.
O presidente dos EUA pediu a Israel que pause ataques a infraestruturas iranianas. Netanyahu informou que atenderia a solicitação, mas sinalizou que o Irã pode sofrer resposta adicional se persistirem ataques.
Nova rodada de ataques e respostas no Golfo
O Irã afirmou que não mostrará moderação caso haja novos ataques às suas infraestruturas de energia. O chanceler Abbas Araghchi enfatizou que a resposta mobilizaria apenas uma fração do poder nacional, caso haja nova ofensiva.
Líderes internacionais discutiram medidas para evitar ruptura no transporte de petróleo e gás pelo Estreito de Ormuz. A UE promoveu uma moratória aos ataques, com apoio de EUA, França, Reino Unido, Alemanha, Itália, Holanda e Japão, condicionada ao fim dos combate.
Novo cenário na região
Paralelamente, ataques no Líbano atingiram cidades do sul, em consequência de uma escalada com o movimento Hezbollah, pró-iraniano. Caças israelenses teriam atacado localidades como Bafliyeh e Hanine, entre outras. A situação mantém o Líbano no epicentro da tensão regional.
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