- O ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noel Barrot, disse que não vê um fim óbvio para o conflito no Oriente Médio no curto prazo, mas que a França e seus aliados vão buscar uma solução duradoura.
- Barrot se reuniu com o ministro israelense Gideon Saar em Tel Aviv, após chegar a Israel vindo do Líbano na véspera.
- Houve alerta de que o Irã teria lançado mísseis contra Israel, com sirenes e abrigo antiaéreo durante a coletiva.
- A França mantém esforços para reduzir a escalada, incluindo promoção de cessar-fogo no Líbano, onde tem laços históricos; Barrot delineou reservas sobre eventual operação terrestre de Israel no sul do Líbano.
- Israel rejeitou uma proposta de conversas diretas de Beirute; o governo libanês pediu que o Exército libanês desarme o Hezbollah, o que também foi tema das negociações com EUA, que teriam propostas contrapostas às ideias norte-americanas.
O ministro francês das Relações Exteriores, Jean-Yves Barrot, afirmou nesta sexta-feira que não enxerga uma saída rápida para o conflito no Oriente Médio, apesar dos esforços da França e de seus aliados para buscar uma solução duradoura. A declaração ocorreu após Barrot se reunir em Tel Aviv com o ministro israelense Gideon Saar.
Barrot ressaltou que não há uma solução de curto prazo para a escalada na região, que vem se desenrolando desde outubro de 2023. Ele, no entanto, afirmou que esse panorama não deve levar à inação por parte de Paris e dos seus parceiros.
Durante a coletiva de imprensa, militares israelenses alertaram que o Irã havia lançado mísseis em direção a Israel, disparando sirenes e obrigando Barrot, sua comitiva e a imprensa a buscar abrigo antiaéreo. A cena ocorreu quando o ministro chegou ao encontro com Saar.
Barrot chegou a Israel após uma passagem pelo Líbano, na véspera, como parte de uma operação para reduzir a escalada da crise e promover um cessar-fogo no território libanês. A França mantém laços históricos com o Líbano e atua para mediar o conflito, junto aos Estados Unidos.
Contexto regional
Barrot afirmou ter apresentado reservas de Paris sobre uma possível operação terrestre israelense no sul do Líbano. O governo francês ressaltou que o Exército libanês deve demonstrar empenho para desarmar o Hezbollah, conforme exigido pelo governo do Líbano.
Israel, por sua vez, rejeitou uma proposta de negociações diretas apresentadas por Beirute, considerando-a insuficiente e tardia. A avaliação baseia-se em relatos de fontes próximas às negociações e à dinâmica entre os países da região.
Desenvolvimento diplomático
O presidente do Líbano, Michel Aoun, que se encontrou com Barrot na quinta-feira, manifestou disposição para iniciar negociações diretas com Israel. O Hezbollah, aliado do Irã, rejeitou qualquer cessar-fogo até o momento e continua a hostilizar Israel.
Na semana passada, a França apresentou contrapropostas às ideias formuladas pelos EUA para encerrar o conflito. Segundo três diplomatas, Washington manteve tom cauteloso, e Israel recusou as propostas. As negociações seguem sem consenso claro.
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