- Porta-voz da Guarda Revolucionária Islâmica, Ali Mohammad Naini, foi morto em ataque aéreo realizado por Israel e Estados Unidos nesta sexta-feira (20), segundo o Exército israelense e confirmado pelo Irã.
- Naini ocupava o cargo desde 2024 e, nas últimas semanas, elevou o tom contra o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, além de afirmar que a indústria iraniana continuava produzindo mísseis.
- As Forças de Defesa de Israel disseram que ele disseminava propaganda do regime para aliados no Oriente Médio e promovia ataques contra Israel.
- O Irã chamou o ataque de criminoso e covarde, mas as autoridades não prometeram retaliação.
- A morte ocorre em meio a ataques coordenados entre EUA e Israel contra autoridades iranianas; recentemente foram mortos o ministro da Inteligência e outros dirigentes próximos ao regime.
Ali Mohammad Naini, porta-voz da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, foi morto em um ataque aéreo nesta sexta-feira (20). O ataque foi promovido por Israel e pelos Estados Unidos e confirmado pelo Exército de Israel e pelo regime iraniano.
Naini atuava como porta-voz desde 2024 e, nas últimas semanas, elevou o tom contra o presidente dos EUA, desafiando-o a enviar navios ao Golfo Pérsico. A Guarda Revolucionária afirmou que ele disseminou propaganda do regime para aliados no Oriente Médio.
A mídia iraniana recebeu a notícia com uma nota oficial que descreveu o ataque como criminoso e covarde, sem prometer retaliação imediata. Autoridades iranianas não anunciaram medidas de retaliação neste momento.
A morte de Naini ocorre em meio a uma série de ataques entre EUA e Israel contra autoridades iranianas. Na semana anterior, o ministro da Inteligência do Irã, Esmail Khatib, foi morto em Teerã, e outros dirigentes de segurança também falharam em ataques aéreos.
O chanceler iraniano, Abbas Araqchi, afirmou que bombardeios não desestabilizarão o sistema político de Teerã, em declaração à Al Jazeera. O ministro ressaltou a resistência institucional do Irã diante de agressões externas.
No cenário regional, o Irã e aliados intensificaram ações após ataques de 28 de fevereiro, que deixaram dezenas de mortos e elevaram as tensões com o Ocidente. A discussão sobre o acordo nuclear foi retomada recentemente em negociações na Suíça.
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