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Trump e renováveis: EUA podem ser o maior perdedor de curto prazo com o Irã

A postura de Trump contra energias renováveis pode deixar os EUA como maior perdedor de curto prazo na guerra com o Irã, elevando preços e vulnerabilidade energética

President Donald Trump pumps his fist as he walks to depart on Marine One from the South Lawn of the White House, Wednesday, March 18, 2026, in Washington.
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  • Trump tem criticado a transição para energia renovável e já pediu que fontes eólicas sejam contestadas, defendendo mais perfuração de petróleo.
  • A guerra contra o Irã evidenciou a volatilidade dos combustíveis fósseis. O Brent chegou a passar de $100 por barril.
  • Nos EUA, o preço da gasolina aumentou próximo de $4 por galão, em meio a interrupções no fornecimento internacional.
  • Especialistas alertam que consumidores americanos devem enfrentar choques de oferta e custos mais altos no curto prazo.
  • O governo lançou medidas como liberação de reservas estratégicas de petróleo e possível uso da Marinha para acompanhar navios no estreito de Hormuz, para conter preços.

Donald Trump tem mantido a postura de reduzir a participação de energias renováveis nos EUA, e agora a guerra com o Irã levanta novas questões sobre a viabilidade dessa estratégia diante da alta volatilidade dos combustíveis fósseis. Especialistas avaliam impactos imediatos sobre preços e segurança energética.

A narrativa americana sobre energia tem sido marcada por críticas a políticas climáticas, com Trump defendendo a ampliação de extração de petróleo e gás. Em Davos, nas últimas semanas, o presidente reforçou o conceito de exploração de fósseis como prioridade, enquanto a comunidade científica alerta para riscos de dependência externa.

Desde que o conflito com o Irã ganhou intensidade, o petróleo tem operado acima de 100 dólares o barril em parte devido ao estreito de Hormuz, passagem que movimenta cerca de 20 milhões de barris diários. Esse cenário pressiona preços ao consumidor nos EUA e no mundo.

No front doméstico, o mercado de gasolina tem registrado elevação, aproximando o preço por galão de 4 dólares. Analistas apontam que a redução de oferta de energia alternativa aumenta a vulnerabilidade a choques de fornecimento, reforçando pressão para políticas de segurança energética.

Autoridades têm buscado medidas para mitigar o choque de preços, incluindo liberação estratégica de petróleo e possíveis operações da marinha para proteção de rotas, ainda sem consenso entre parceiros internacionais. O cenário é visto como um teste para a transição energética interna.

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