- O Irã lançou mísseis balísticos contra a ilha Diego Garcia, no Oceano Índico, como parte de um conflito com EUA e Israel, segundo The Wall Street Journal e CNN.
- Nenhum disparo atingiu o alvo de forma significativa; um míssil falhou, outro foi interceptado por um navio de guerra dos EUA.
- Diego Garcia fica a cerca de três mil setecentos e oitenta quilômetros do Irã e abriga uma base militar secreta administrada pelos EUA e pelo Reino Unido.
- A ilha está sob controle britânico, mas as Ilhas Maurício reivindicam a soberania; o tribunal máximo da ONU já considerou a administração britânica ilegal.
- Os EUA têm direito de uso da área desde 1966 por cinquenta anos; em 2016 o prazo foi prorrogado por mais 20 anos, encerrando em 2036.
Diego Garcia, ilha com base militar conjunta dos EUA e do Reino Unido no Oceano Índico, foi alvo de ataques com mísseis balísticos lançados pelo Irã. A ofensiva ocorreu durante o atual conflito entre Teerã e Washington, com relatos que chegaram a público por meio do The Wall Street Journal e da CNN, citando fontes do governo americano. Um disparo teria falhado em voo, e outro foi interceptado por um navio de guerra dos EUA.
Segundo as informações veiculadas, nenhum dos disparos atingiu o alvo com impacto significativo. A tentativa ocorreu em meio a estimativas de alcance dos mísseis do Irã, que, até então, eram apontados como limitados a cerca de 2.000 quilômetros. A resposta ocidental incluiu monitoramento naval e avaliação de riscos na região.
Diego Garcia é uma base estratégica situada a aproximadamente 3.780 quilômetros do Irã e abriga uma pista de 3,6 quilômetros, além de uma frota de cerca de 20 navios permanentes. A instalação é administrada conjuntamente por EUA e Reino Unido, com o país anfitrião mantendo o controle político formal, enquanto grande parte da infraestrutura operacional fica sob responsabilidade norte-americana.
Contexto geopolítico e controvérsias de soberania
As Ilhas Maurício reivindicam a soberania do arquipélago de Chagos, no qual Diego Garcia está inserida. O mais alto tribunal da ONU já classificou a administração britânica como ilegal e recomendou o encerramento do arranjo. Embora Londres mantenha o controle formal, as operações logísticas, de transporte e serviços em boa parte são executadas pelos EUA.
A base foi utilizada em operações no Afeganistão e no Iraque, reforçando seu papel estratégico na região. Em 1966, acordos autorizavam o uso da área pelos EUA por 50 anos; esse prazo foi prorrogado em 2016 por mais 20 anos, com término previsto para 2036.
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