- Os EUA enviaram 4.500 militares ao Oriente Médio, entre fuzileiros navais e marinheiros, com apoio de helicópteros, caças F‑35 e veículos blindados de desembarque, em sinal de preparação para possível disputa pelo estreito de Ormuz.
- O Pentágono acelerou o envio da 11ª Unidade Expedicionária de Fuzileiros Navais, com base em San Diego, fortalecendo operações anfíbias no Golfo.
- Uma autoridade israelense afirmou que o objetivo é tomar o controle de áreas estratégicas, como a ilha de Kharg, principal centro de exportação de petróleo do Irã, e do estreito de Ormuz.
- O movimento ocorre após o ultimato de Donald Trump para que o Irã reabra totalmente o estreito em até 48 horas, sob pena de ataques às usinas de energia iranianas.
- A Guarda Revolucionária iraniana prometeu fechar o estreito indefinidamente se houver ataque e avisou que instalações energéticas no Oriente Médio podem se tornar alvos em caso de ação militar dos EUA.
Os Estados Unidos enviaram 4.500 militares ao Oriente Médio, entre fuzileiros navais e marinheiros, em meio à escalada de tensão com o Irã. O movimento, segundo reportagens, aponta para preparação ante uma possível ofensiva pelo controle do estreito de Ormuz e de instalações de energia na região.
O contingente inclui um batalhão de infantaria com apoio de helicópteros, caças F-35 e veículos de desembarque. O Pentágono acelerou também o envio da 11ª Unidade Expedicionária de Fuzileiros Navais, com base em San Diego, para ampliar operações anfíbias no Golfo.
Fontes próximas a planos militares consultadas pelo jornal trazem leitura clara: os exercícios não têm caráter simbólico. A meta seria ampliar a presença na área estratégica do estreito e em ilhas de relevância, como Kharg, porta de saída de petróleo do Irã.
O contexto envolve um ultimato feito pelo presidente dos EUA, que fixou um prazo para que o Irã reabra totalmente o estreito. Caso não haja cumprimento, o governo americano sinaliza ações contra infraestruturas energéticas iranianas.
As declarações de autoridades iranianas aumentaram a tensão, com a Guarda Revolucionária advertindo que fechará o estreito caso haja ataques às infraestruturas do país. Além disso, o governo iraniano indicou que instalações energéticas do Oriente Médio podem ser alvos em caso de agressão.
O estreito de Ormuz figura entre as rotas globais de transporte de petróleo, respondendo por cerca de um quarto da produção mundial. O controle de passagem e de exportações, como Kharg, é visto por especialistas como decisivo para o desfecho de eventuais confrontos.
A escalada teve início após semanas de tensões entre Washington e Teerã. Em fevereiro, Trump sinalizou a possibilidade de avanços ou recuos estratégicos e enfatizou o risco de uma guerra mais ampla, em meio a negociações diplomáticas que não resultaram em acordo.
Em paralelo, autoridades iranianas indicaram disposição para discutir concessões em troca do reconhecimento do direito de enriquecer urânio para fins pacíficos, conforme informações de fontes na região.
Entre na conversa da comunidade