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Marcas chinesas expandem na Europa com centros de desenvolvimento locais

Marcas chinesas abrem centros europeus de pesquisa, desenvolvimento, design e homologação, conectando produção local a calibração para o mercado da UE

Centro de Design Geely em Gotemburgo na Suécia
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  • Montadoras chinesas como XPeng, Chery, Nio, Leapmotor e Changan abriram ou ampliaram centros de P&D, design, homologação e adaptação de produtos na Europa (Munique, Schönefeld near Berlim, Birmingham, Catalunha, Paris), visando desenvolvimento local.
  • A Nio instalou o Smart Driving Technology Center em Schönefeld e mantém centros de P&D e manufatura em cidades como Munique, Oxford, Berlim e Budapeste. A XPeng confirmou seu primeiro centro europeu de P&D em Munique. A Leapmotor abriu em março de 2026 seu centro europeu de inovação em Munique. A Chery segue com centros para Omoda e Jaecoo, incluindo um novo em Paris.
  • A eletrificação na Europa segue em crescimento: elétricos a bateria responderam por 17,4% das vendas de carros novos em 2025; híbridos chegaram a 34,5%; veículos eletrificados somam 23% no primeiro semestre de 2025 (ICCT).
  • Dados de mercado apontam que as fabricantes chinesas dobraram sua fatia na Europa em 2025, para cerca de 6%; na Noruega chegam a aproximadamente 14%, e no Reino Unido, Espanha e Itália ficam entre 9% e 11% (Reuters, com Inovev). A JATO mostrou 4,8% de participação de janeiro a julho de 2025, com ganho de 121% em agosto frente ao ano anterior.
  • A estratégia mostra que a Europa virou laboratório avançado: produção permanece na China, mas laboratórios europeus ajudam homologação, calibração, software, design e adaptação ao gosto e às exigências locais.

A presença de marcas chinesas na Europa ganhou fôlego técnico e industrial, ampliando centros de desenvolvimento locais para além da simples exportação de veículos. XPeng, Chery, Nio, Leapmotor, BYD e Changan avançam com laboratórios de P&D, homologação e adaptação de produtos ao mercado europeu.

Os laboratórios europeus visam leitura local de uso, tecnologia e preferência do consumidor, além de facilitar a homologação junto aos órgãos da União Europeia. A mudança sinaliza uma ofensiva que envolve design, software, calibração dinâmica e engenharia de produto.

Na prática, a Europa passa a funcionar como laboratório de próxima fase para a expansão chinesa, com foco em conformidade regulatória, segurança, emissões e conectividade, mantendo produção na China, mas com desenvolvimento próximo ao consumidor.

Centros e apostas por fabricante

XPeng anunciou o primeiro centro europeu de P&D em Munique, com ênfase em mobilidade inteligente e interação com o mercado local. A unidade reforça a necessidade de produtos calibrados para o ambiente europeu.

A Nio já opera o Smart Driving Technology Center em Schönefeld, perto de Berlim, somando centros de P&D e manufatura em Munique, Oxford, Berlim e Budapeste. A rede europeia sustenta engenharia de software e infraestrutura de energia.

BYD criou, em 2025, a sede europeia de P&D na Hungria, com fábrica local, concentrando vendas, certificação, testes e desenvolvimento de funcionalidades para o mercado europeu.

Chery expande pela marca Omoda e Jaecoo, incluindo um centro de P&D na Catalunha desde antes e relatos de novo hub em Paris para futuros compactos. A empresa mantém oito centros globais de P&D e mais de 300 laboratórios no mundo.

Leapmotor inaugurou em 2026 seu primeiro centro europeu de inovação em Munique, apontado como a primeira unidade fora da China para apoiar o desenvolvimento de novos produtos.

Changan mantém bases de design em Turim e Munique, além de reforçar a P&D em Birmingham, Reino Unido, como parte de calibragem para padrões europeus, expandindo uma relação com o continente que remonta aos anos 2000.

Geely utiliza laboratórios da Volvo em Gotemburgo para adaptar produtos de Volvo, Geely, Zeekr e Lynk&Co, evidenciando integração entre marcas e estruturas locais.

A estratégia aponta para que a Europa não seja apenas destino de venda, mas palco de engenharia local, homologação e inovação, acompanhando uma transição energética que exige padrões de segurança, emissões e conectividade cada vez mais rigorosos.

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