- O ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich, pediu a anexação do sul do Líbano e a extensão da fronteira até o rio Litani.
- A declaração ocorreu durante ofensiva israelense na região, com bombardeios de pontes e demolição de casas, e evacuação de residentes ao sul do Litani.
- Autoridades libanesas dizem que os ataques mataram mais de 1.000 pessoas e deixaram mais de um milhão desabrigados; um ataque em Beirute matou um comandante da Força Quds (mais uma força iraniana).
- Smotrich afirmou que a nova fronteira de Israel deve ser o Litani; um oficial militar israelense disse que as tropas estão próximas à fronteira, sem comentar planos de longo prazo.
- O Líbano entrou no conflito em 2 de março com apoio do Hezbollah; o político também defende anexar áreas da Faixa de Gaza, enquanto o cessar-fogo de outubro deixou Israel com controle de 53% do território.
O ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich, pediu a anexação do sul do Líbano, defendendo que a fronteira do país seja estendida até o rio Litani. A declaração ocorreu durante uma ofensiva militar em curso, com bombardeios de pontes e destruição de casas na região.
A fala de Smotrich marca a posição mais explícita de um alto escalão do governo sobre tomada de território libanês. O conflito, que Israel classifica como combate a militantes do Hezbollah apoiados pelo Irã, se intensifica com ações no terreno.
Em Beirute, um ataque israelense na segunda-feira resultou na morte de um comandante da Força Quds, da Guarda Revolucionária do Irã, segundo o Exército de Israel. Autoridades libanesas afirmam que as ofensivas já deixaram mais de 1.000 mortos e obrigaram mais de um milhão de pessoas a evacuar suas casas.
O Líbano entrou na escalada em 2 de março, quando o Hezbollah disparou mísseis contra Israel em apoio ao Irã. O sul do Líbano passou a receber bombardeios aéreos por ser visto como reduto do grupo.
Smotrich afirmou em entrevista a um programa de rádio israelense que a campanha precisa terminar com uma mudança na realidade, inclusive das fronteiras de Israel, citando a Litani como nova fronteira. Não houve confirmação oficial de planos de longo prazo pelo governo.
Um oficial militar israelense declarou não poder comentar declarações de políticos, mas apontou que tropas terrestres atuam próximo à fronteira, distante do Litani. O gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu não respondeu a pedidos de comentário.
A fala de Smotrich repercutiu no Líbano, país que enfrenta pressões internacionais para encerrar o conflito. Beirute busca uma retomada de negociações diretas, conforme uma autoridade libanesa citada.
O ministro também defendeu que Israel annexasse áreas sob controle na Faixa de Gaza, até a linha de armistício com o Hamas. Um cessar-fogo de outubro deixou Israel com 53% do território sob seu controle, com evacuações e demolições de edifícios registradas.
Segundo a reportagem, o Líbano vive tensão histórica com Israel, com invasões e ocupações anteriores. A região continua sob vigilância internacional enquanto a violência persiste.
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