- O presidente dos Estados Unidos afirmou estar em negociação com o Irã e determinou aos militares adiar ataques contra usinas de energia iranianas por cinco dias.
- A declaração foi feita pelo presidente, via rede social, citando conversas “muito positivas” nos últimos dois dias.
- Trump disse ainda que o Irã teria concordado em não fabricar armas nucleares e mostrou otimismo sobre um possível acordo.
- A cotação do barril de petróleo caiu mais de 10% após o anúncio.
- A Agência Internacional de Energia avalia liberar mais petróleo dos estoques emergenciais; especialistas destacam a importância de abrir o Estreito de Ormuz para a oferta global. 22 países trabalham para reabrir a navegação, e a Índia informou que dois navios cruzaram o estreito.
O presidente dos Estados Unidos informou, nesta segunda-feira (23), que está em negociação com o Irã e determinou aos militares que não ataquem bases de geração de energia no país. O anúncio, feito pela primeira vez em rede social, provocou rápida melhora nas expectativas de harmonia entre as partes e influenciou o mercado de petróleo.
Segundo Trump, as conversas nos dias anteriores foram positivas e devem prosseguir ao longo da semana. Ele ainda afirmou que o Irã não produziria armas nucleares, sinalizando a possibilidade de um acordo. A comunicação ocorreu em meio a um processo de contatos diretos entre os dois governos.
Como consequência imediata, a cotação do petróleo caiu mais de 10% na sessão. A Agência Internacional de Energia avalia a liberação de estoques emergenciais para estabilizar o mercado, enquanto o diretor executivo Fatih Birol destaca a importância da abertura do Estreito de Ormuz.
Desdobramentos estratégicos
A Otan informou que 22 países, entre aliados, trabalham para facilitar a reabertura da passagem marítima que liga o Golfo ao oceano aberto. A ONU e outros parceiros acompanham a evolução das negociações.
Nesta segunda, a Índia confirmou que dois cargueiros sucessivamente cruzaram o Estreito de Ormuz, elevando as expectativas sobre o retorno seguro do tráfego naval na região. O estreito, desde o início do conflito no Irã, teve o fornecimento global de petróleo reduzido significativamente.
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