- O artista Ibrahim Mahama afirma ter sido agredido pela polícia do grupo de operações especiais conhecido como Black Maria em Tamale, no norte de Gana.
- Ele diz que a agressão ocorreu durante um confronto de trânsito entre ele, seu tio e membros da equipe, quando voltavam de uma mesquita após orações de Eid al-Fitr.
- Mahama relata danos como dente quebrado, ferimentos na boca e dor nas costelas; ele e o tio teriam recebido atendimento médico local.
- O artista pretende processar a polícia, buscando benefício para a sociedade e pedindo a desmembramento da Black Maria; autoridades investigam o caso.
- Instituições culturais locais e o governo expressaram preocupação, exigindo investigação transparente e independente, enquanto a polícia disse que abriu apuração.
O artista ganense Ibrahim Mahama afirma ter sido agredido por policiais em Tamale, no norte de Ghana, durante um possível confronto de trânsito entre ele, seu tio e integrantes de uma equipe de operações especiais conhecida como Black Maria. O incidente ter ocorrido entre os dias 21 e 22 de março, quando Mahama retornava da mesquita após as celebrações de Eid-Ul-Fitr. Ele relata ferimentos como dentes quebrados, dor em costelas e sangramento.
Segundo Mahama, a agressão começou quando o veículo foi parado pela equipe policial e houve uma tentativa de evitar o congestionamento. O artista disse que, após um comentário crítico de seu tio, os policiais entraram no carro e partiram para a agressão. Houve atendimento em um hospital local em Tamale. Mahama afirma que a violência se intensificou após ele iniciar uma filmagem do ocorrido.
Reação e desdobramentos iniciais
A equipe Black Maria, conforme os relatos, negou as acusações e descreveu as reportagens como distorções. A imprensa local aponta que as investigações já foram iniciadas pela Ghana Police Service. Mahama também indicou que pretende mover uma ação judicial, buscando esclarecimentos e responsabilização.
Organizações culturais locais, incluindo o Savannah Centre for Contemporary Art (SCCA), a Foundation for Contemporary Art-Ghana e a Compound Gallery, publicaram uma nota conjunta condenando o suposto ataque e demandando uma apuração independente, transparente e completa. A ministra da Cultura, Abla Dzifa Gomashie, manifestou preocupação pública e expectativa de atuação estatal, assegurando o compromisso com justiça e direitos humanos.
O artista, reconhecido por obras em grandes formatos com sacos de juta e pela promoção de espaços culturais em Tamale, teve compromissos internacionais adiados, entre eles palestras em instituições britânicas e viagens programadas à Europa e África do Sul. Mahama informou que o episódio afetou também sua agenda acadêmica e de pesquisa.
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