- Organizações de torcedores e defesa do consumidor apresentaram à Comissão Europeia uma denúncia contra a Fifa sobre a venda de ingressos da Copa do Mundo de 2026.
- As entidades afirmam abuso de posição dominante, práticas opacas, preços elevados, uso de preços dinâmicos e técnicas de pressão para a compra (dark patterns).
- Também apontam taxas de revenda de cerca de 15% e falta de transparência sobre localização de assentos, mapas dos estádios e times envolvidos na compra.
- Os ingressos mais baratos para a final começam em US$ 4.185, segundo as organizações, com comparação a valores de edições anteriores; dizem que o preço médio projetado pela Fifa foi ultrapassado.
- Pedem à Comissão Europeia medidas como congelamento de preços, divulgação prévia de disponibilidade e respeito aos direitos dos consumidores; caso avance, pode haver investigação formal.
O Football Supporters Europe (FSE) e a Euroconsumers apresentaram nesta terça-feira à Comissão Europeia uma denúncia contra a Fifa. A reclamação questiona a venda de ingressos da Copa do Mundo de 2026, que será disputada nos Estados Unidos, Canadá e México.
As organizações afirmam que a Fifa usa posição dominante para impor preços elevados e condições de compra opacas. O caso é fundamentado no artigo 102 do Tratado sobre o Funcionamento da União Europeia, que restringe abusos de monopólio.
Entre as críticas estão o uso de preços dinâmicos, a escassez de entradas mais baratas e a prática de técnicas conhecidas como dark patterns para acelerar compras. Também apontam cobrança de taxas de revenda de cerca de 15%.
O que é reivindicado pela denúncia
A reclamação sustenta seis abusos identificados: preços elevados, publicidade enganosa sobre ingressos de US$ 60, falta de transparência na venda, uso de técnicas de pressão na aquisição, e cobrança dupla na revenda por meio do marketplace da Fifa.
Caso haja avanço, o processo pode resultar em investigação formal e em medidas para aumentar a transparência, além de possíveis controles de preço. A Copa tem início previsto para 11 de junho de 2026, com jogos nos três países.
Os signatários pedem que a Comissão Europeia intervenha para interromper preços dinâmicos no Espaço Econômico Europeu, congele valores de abril, torne públicas as disponibilidades com antecedência e assegure direitos dos consumidores nos mercados primário e secundário.
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