- Ex-primeiro-ministro de Israel, Naftali Bennett, criticou a liderança europeia por não atuar contra o Irã, dizendo que EUA e Israel estão fazendo o “trabalho duro”.
- Em entrevista à Euronews, Bennett afirmou que, se não fosse agir, a Europa estaria sob ameaça de mísseis e de um programa nuclear; disse que Israel está “lutando a sua guerra”.
- O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, condenou o ataque norte-americano-israelense como ilegal e pediu desescalada e respeito ao direito internacional.
- Na briga entre desescalada e ação, líderes europeus, na semana anterior a Bruxelas, defenderam reduzir a tensão, proteger civis e cumprir a Carta das Nações Unidas.
- Bennett afirmou que Israel precisa de tempo para a operação contra o Irã e comparou o risco com casos como a Coreia do Norte, ressaltando que o objetivo é eliminar o programa nuclear e as redes de apoio ao terrorismo.
Naftali Bennett, ex-primeiro-ministro de Israel, criticou a atuação da liderança europeia, dizendo que os europeus deveriam agradecer aos EUA e a Israel por terem assumido o esforço “duro” contra o que chamou de ameaça nuclear oriunda do Irã. A declaração foi feita em entrevista à Euronews após líderes da União Europeia defenderem engajamento diplomático.
Bennett afirmou que os Estados Unidos e Israel têm feito o que considera o trabalho árduo, enfrentando a ameaça que descreve como fundamentalista e extremista. Segundo o ex-primeiro-ministro, sem ações israelitas, a Europa enfrentaria um cenário de grande risco com mísseis e capacidades nucleares.
Em resposta a perguntas sobre países específicos, Bennett não comentou diretamente, mas sugeriu que Israel protege cidades espanholas como Madri e Barcelona ao agir contra o Irã. O comentário ocorreu em meio a críticas públicas de líderes europeus a uma suposta escalada de hostilidades na região.
O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, foi o primeiro líder europeu a condenar a ofensiva entre EUA e Israel, alegando violação do direito internacional e classificada como ilegal. Sánchez também lidera uma campanha política com a bandeira de rejeição à guerra.
Bennett descreveu o governo espanhol como inadequadamente pessimista, acrescentando que a comunidade europeia deveria apoiar a ação contra o Irã. Em Bruxelas, na semana anterior, dirigentes da UE pediram desescalonamento, contenção e respeito ao direito internacional, incluindo a Carta das Nações Unidas.
O ex-primeiro-ministro insistiu que a intervenção é justificada para impedir um possível aumento da ameaça, afirmando que não se pode permitir que o perigo cresça sem resposta. Ele citou exemplos históricos para sustentar a necessidade de ação rápida.
A indagação sobre prazos e objetivos ficou em aberto, com Bennett sinalizando que Israel precisa de tempo. Enquanto isso, o presidente dos EUA, Donald Trump, mencionou um ultimato de cinco dias para o Irã, sem detalhar condições, e disse que negociações estariam ocorrendo com um alto representante iraniano no exterior.
Sobre a possibilidade de um acordo semelhante ao proposto pelos EUA, Bennett respondeu que depende do conteúdo do acordo. Ele reiterou o objetivo de desmantelar integralmente o programa nuclear do Irã, bem como as capacidades de mísseis balísticos e as redes de apoio ao terrorismo, avaliando o que for apresentado como aceitável.
As informações destacam um debate internacional em torno de vias de resolução e de ações defensivas, com autoridades europeias defendendo meios diplomáticos e Bennett reiterando que Israel vê a intervenção como necessária para impedir uma ameaça nuclear regional.
Entre na conversa da comunidade