- Bolsas da Europa fecharam sem direção única, com incerteza sobre um possível diálogo entre EUA e Irã para encerrar a guerra no Oriente Médio.
- Trump sinalizou negotiation, mas analistas dizem que os comentários não acalmaram os mercados por muito tempo; o Irã negou contato e voltou a atacar Israel e outros países do Golfo.
- Principais índices: FTSE 100 subiu 0,60%; DAX caiu 0,06%; CAC 40 subiu 0,23%; FTSE MIB avançou 0,42%; Ibex 35 ganhou 0,13%; PSI 20 subiu 1,18% (cotações preliminares).
- Autoridades inglesas e o Banco da Inglaterra destacaram riscos de conflito prolongado e possíveis respostas a pressões inflacionárias; a Capital Economics aponta impacto no PIB e na inflação na zona euro e no Reino Unido.
- Destaques de ações: Bellway caiu 14,83% com alerta sobre volatilidade no mercado de hipotecas; Puig avançou 13,29% por possível fusão com Estée Lauder; setor de energia subiu 2,2% e defesa caiu 2%.
As bolsas da Europa fecharam sem direção única nesta terça-feira (24), diante da incerteza sobre um possível diálogo entre EUA e Irã para encerrar o conflito no Oriente Médio. Trump sinalizou avanços, mas a veracidade e o alcance das negociações permanecem em dúvida. O clima no mercado foi de cautela diante de novas ofensivas iranianas.
Teerã negou contato com Washington e renovou ataques contra Israel e outros países da região, como Kuwait, Arábia Saudita e Bahrein. A tensão geopolítica manteve o cenário volátil, com investidores avaliando impactos sobre inflação e crescimento.
Em Londres, o FTSE 100 fechou em alta de 0,60%, aos 9.953,50 pontos. Frankfurt registrou queda de 0,06%, aos 22.639,89 pontos. Paris avançou 0,23%, para 7.743,92 pontos. Milão subiu 0,42%, a 43.369,53 pontos, e Madri teve alta de 0,13%, aos 16.910,50 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 subiu 1,18%, para 8.881,98 pontos. As cotações são preliminares.
Expectativas e impactos macro
As Forças Armadas iranianas afirmaram que lutarão até a vitória completa, ampliando a dúvida sobre desfechos diplomáticos. Analistas do Swissquote destacaram que os comentários de Trump não afastaram preocupações, dada a continuidade das ofensivas iranianas.
A ministra britânica das Finanças, Rachel Reeves, enfatizou os riscos de um conflito longo, prometendo diálogo com bancos e supermercados para mitigar impactos nos clientes. O economista-chefe do BoE, Huw Pill, sinalizou preparação para responder a pressões inflacionárias se necessário.
Para a Capital Economics, o conflito já impulsiona a inflação e freia o crescimento do PIB na zona do euro e no Reino Unido, conforme leituras preliminares de março dos PMIs regionais. Economistas apontam que o efeito dependerá da duração e extensão do confronto.
Destaques do mercado
Entre ações, a construtora Bellway caiu 14,83% após alertar sobre volatilidade no mercado de hipotecas devido ao custo da inflação. A Puig subiu 13,29% com rumores de fusão com a Estée Lauder.
No índice agregado Stoxx 600, o setor de energia registrou alta de 2,2%, enquanto o de defesa apresentou recuo de 2%. O liquidez permaneceu moderada, com os investidores monitorando novos relatos sobre negociações e ofensivas regionais.
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