- Os EUA veem Mohammad Bagher Ghalibaf, presidente do Parlamento do Irã, como interlocutor confiável e possível líder de um governo iraniano apoiado por Donald Trump.
- O Politico afirma que dois funcionários da gestão Trump veem Ghalibaf como parceiro para negociações que encerrem o conflito, que persiste desde 28 de fevereiro.
- A Casa Branca pretende avaliar vários nomes e não se compromete com uma única pessoa; Ghalibaf é citado como um dos principais candidatos.
- Trump não quer atacar a Ilha de Kharg, buscando um acordo semelhante ao que Delcy Rodríguez firmou na Venezuela, segundo as fontes consultadas.
- Ghalibaf negou as informações via X, classificando-as como falsas; analista afirma que ele é pragmático, mas o establishment iraniano pode dificultar concessões.
O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, aparece nos EUA como interlocutor confiável para possível vitória de um governo iraniano apoiado pela gestão de Donald Trump. A avaliação vem de notícias do Politico, que conversou com membros da Casa Branca na segunda-feira (23.mar.2026), sem identificá-los.
Segundo o Politico, dois membros da atual administração discutiram a possibilidade de Ghalibaf, 64 anos, ser um parceiro para negociações que encerrem o conflito regional iniciado em 28 de fevereiro. A Casa Branca não confirma nenhum nome específico e busca avaliar várias opções antes de tomar uma decisão.
A reportagem aponta que Ghalibaf é visto como um dos nomes fortes, mas ainda precisa passar por avaliações para evitar escolhas precipitadas. A intenção é encontrar alguém disposto a fechar um acordo que permita avanços diplomáticos.
Contexto e reações
Trump não teria interesse imediato em atacar a Ilha de Kharg, centro petrolífero iraniano, na expectativa de que o próximo líder possa fechar um acordo semelhante ao aplicado na Venezuela. Fontes consultadas citam paralelos com a ascensão de Delcy Rodríguez ao poder após capturas, para viabilizar acordos prioritários para o petróleo, segundo o Politico.
Uma avaliação aponta que o objetivo é manter um líder próximo aos EUA para facilitar acordos que reduzam tensões e avancem interesses energéticos da região. No entanto, analistas ressaltam que o ambiente em Teerã permanece marcado por desconfiança e fortes restrições institucionais, o que dificulta concessões significativas.
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