- O relatório da ONU aponta que um em cada quatro haitianos vive em áreas controladas por gangues, e esse domínio continua mesmo com policiamento mais agressivo.
- Entre janeiro de 2025 e março de 2026, ao menos cinco mil quinhentos e dezenove pessoas foram mortas e duas mil seiscentas e oito ficaram feridas; operações de drones da Vectus Global foram lançadas no período.
- Mais de sessenta por cento das mortes ocorreram em operações de segurança contra gangues; 51 crianças foram mortas e 38 feridas; houve 1.578 vítimas de estupro, incluindo 165 crianças.
- Cerca de noventa por cento das mortes de gangues resultaram de armas de fogo traficadas de países vizinhos; não houve investigação formal sobre a legalidade das operações de segurança.
- A força de segurança apoiada pela ONU tinha novecentos e oitenta e um soldados no fim de 2025, abaixo da meta de dois mil e quinhentos; o Conselho de Segurança aprovou a expansão do mandato, mas novos destacamentos ainda não chegaram.
O relatório apresentado pela ONU revela que gangues ganham espaço de controle no Haiti, mesmo com policing mais agressivo. Entre janeiro de 2025 e março de 2026, o país viveu aumento da violência associada a grupos armados, segundo o Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos.
Ao todo, 5.519 pessoas foram mortas e 2.608 ficaram feridas no período. Mais de 60% das vítimas pertencem a operações de segurança voltadas a enfrentar gangues, enquanto 27% foram mortas ou feridas pelos próprios gangsters.
Um quarto da população haitiana vive em áreas sob domínio de gangues, aponta o estudo. Crianças também são atingidas pela violência, com 51 mortes infantis e 38 feridas reportadas pelas operações. Balas perdidas atingem civis em casas e vias públicas.
As operações de segurança com apoio da empresa militar privada Vectus Global, lançadas em 2025, incluíram drones e ações com helicópteros. O relatório associa parte dessas ações a assassinatos seletivos e aponta falhas de responsabilização.
A maioria dos assassinatos cometidos por gangues envolve armas de fogo traficadas de países vizinhos. O documento aponta ausência de investigações sobre a legalidade das ações de segurança e de mecanismos de reparação para as vítimas.
Ao final de 2025, a força de segurança apoiada pela ONU somava 981 soldados, menos da metade da meta de 2.500. Em setembro, o Conselho de Segurança aprovou a expansão de mandato, mas novos destacamentos ainda não chegaram.
O relatório ressalta a necessidade de maior responsabilização e de mecanismos robustos para proteger civis, especialmente menores, e pede medidas para melhorar a segurança e a cobertura de vítimas.
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