- O Irã impõe condições duras para aceitar um cessar-fogo com EUA e Israel, incluindo garantias de que não serão novos ataques.
- O país também propõe cobrar pedágio permanente pela passagem de navios pelo Estreito de Ormuz, com preço atual de US$ 2 milhões por navio, resistência das monarquias do Golfo.
- O Irã busca elevar ao máximo o custo econômico e político da guerra, para dissuadir futuros ataques.
- Trump afirmou haver convergência entre negociações americanas e iranianas, após anunciar avanços, enquanto fontes nacionais e iranianas apontam que objetivos não foram atingidos.
- As negociações seguem de forma direta ou indireta, com participação de intermediários como Steve Witkoff e Jared Kushner; o presidente do parlamento iraniano, Mohamed Baqer Qalibaf, também foi citado, mas ele negou a existência de tratativas formais.
O Irã reforça condições duras para aceitar um cessar-fogo na guerra contra os Estados Unidos e Israel. A abordagem ocorre mesmo após o anúncio de Donald Trump de avanços nas negociações, desmentido por integrantes do regime em Teerã. A ideia é manter pressão para um acordo.
Fontes de monarquias árabes do Golfo envolvidas nas negociações dizem haver a intenção de estabelecer pedágio permanente pela passagem de navios pelo Estreito de Ormuz, similar ao que ocorre no Canal de Suez. O preço indicado é de US$ 2 milhões por navio; as monarquias resistem à medida.
A exigência iraniana inclui garantias de que EUA e Israel não voltarão a atacar. Em negociações anteriores, o país também discutiu reparações pela destruição causada pela guerra. O objetivo é elevar o custo econômico e político da continuidade do conflito.
Situação atual e encaminhamentos
Fontes indicam que negociações ocorrem de forma direta e indireta, com participação de representantes e autoridades próximas ao governo. O regime de Teerã sustenta que, mesmo em inferioridade militar, conquistou vantagem política e estratégica ao impor maior custo à guerra.
Segundo relatos, o enviado especial de Trump, Steve Witkoff, e o genro do presidente, Jared Kushner, teriam contatos com autoridades altamente respeitadas, conforme fontes dos dois lados. Um dirigente do parlamento iraniano também teria sido mencionado como envolvido nas tratativas.
O Parlamento iraniano negou a existência de negociações formais abertas. Ainda assim, analistas apontam que os esforços ocorrem em nível variável, com objetivo de sinalizar disposição para acordos sem abrir mão de posições centrais de Teerã.
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