- Irã lançou ondas de mísseis contra Israel nesta terça-feira, segundo as Forças Armadas israelenses, um dia após Trump afirmar que houve conversações “muito boas e produtivas” para encerrar o conflito.
- Em Tel Aviv, sirenes de ataque aéreo foram acionadas e um prédio de apartamentos sofreu danos; bombeiros buscavam civis presos em edificações atingidas.
- O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu deve convocar uma reunião de autoridades de segurança para analisar a proposta de acordo com o Irã; há expectativa de possíveis negociações diretas em Islamabad ainda nesta semana.
- Em 28 de fevereiro, EUA e Israel lançaram ataques contra o Irã; o Irã prometeu responder atingindo bases e infraestrutura de aliados dos EUA na região.
- O Irã negou negociações com os EUA; o Ministério das Relações Exteriores mencionou iniciativas para reduzir tensões, após queda nos preços das ações e do petróleo seguidos às declarações de Trump.
Nesta terça-feira (24), o Irã lançou ondas de mísseis contra Israel, segundo as Forças Armadas israelenses. A ação ocorreu um dia após o presidente dos EUA, Donald Trump, ter afirmado que houve negociações “muito boas e produtivas” para encerrar o conflito na região.
Sirenes de defesa aérea soaram em Tel Aviv, onde houve relatos de danos em um prédio de apartamentos. Bombeiros indicaram busca por civis presos em uma edificação e encontraram pessoas refugiadas em outra estrutura danificada. As causas dos danos ainda não estão completamente confirmadas.
No centro da região, a escalada levou autoridades israelenses a planejar discussões com setores de segurança. O premiê Benjamin Netanyahu deve convocar uma reunião com autoridades para avaliar a proposta de acordo com o Irã.
Contexto e ações
Relatos indicam que, fora de Israel, caças israelenses teriam realizado ataques no centro de Teerã na noite anterior, atingindo alvos ligados a comandos e inteligência da Guarda Revolucionária Islâmica, além de outros locais de armazenamento e lançamento de mísseis.
O Irã também afirmou ter interceptado ações que visavam reduzir tensões via canais diplomáticos, enquanto autoridades iranianas negaram a existência de negociações oficiais com os EUA. A declaração contraria versões apresentadas por autoridades israelenses e por meio de relatos de imprensa.
Reações e declarações
Após os ataques, o mercado reagiu com oscilações: índices e preços de petróleo apresentaram variações, com movimentos ligados às incertezas sobre negociações e retaliação regional. Em Washington, a Casa Branca não confirmou detalhes sobre novos contatos, limitando-se a mencionar avanços anteriores.
O Ministério das Relações Exteriores do Irã sinalizou, por meio de nota oficial, disposição para reduzir tensões, sem confirmar qualquer acordo recente com os EUA. O Paquistão informou estar aberto a sediar eventuais negociações diretas entre as partes.
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