- Representantes iranianos disseram ao governo dos EUA que não desejam retomar negociações com Steve Witkoff nem com Jared Kushner, e que preferem dialogar com o vice‑presidente JD Vance.
- A mensagem, transmitida por canais indiretos, indica que Teerã não vê uso produtivo de conversas com Witkoff ou Kushner após o colapso das negociações anteriores.
- Vance é visto como mais inclinando a encerrar o conflito, embora especialistas regionais acreditem que entrar nas negociações possa ser arriscado.
- Witkoff continua fortemente envolvido pelo lado dos EUA, e os iranianos provavelmente negociarão com quem o governo americano enviar.
- A possibilidade de reunião entre EUA e Irã em Islamabad permanece, mas há ceticismo sobre a efetiva realização; Trump disse que todos os principais membros da equipe diplomática estão envolvidos.
O Irã informou ao governo dos EUA, por canais indiretos, que não deseja retomar conversas com o enviado especial Steve Witkoff nem com Jared Kushner. O país prefere dialogar com o vice-presidente JD Vance. A comunicação ocorre em meio a tensões políticas.
Segundo fontes regionais, o Irã avalia que Witkoff e Kushner não seriam interlocutores produtivos, após a interrupção das negociações e ações militares entre Israel e os EUA. O objetivo seria encerrar o conflito, conforme a leitura de Tiranos.
Vance é visto como menos relutante a concluir a guerra, ao contrário de Witkoff e Kushner, e também de Marco Rubio, que ocupa o posto de secretário de Estado. Ainda assim, as fontes ressaltam riscos diplomáticos para quem for escolhido.
Witkoff continua ativo na esfera norte-americana, e o Irã pode não ter escolha senão dialogar com quem for designado pelo governo dos EUA. A Casa Branca afirma que a escolha cabe ao presidente Trump.
Até o momento, persiste a possibilidade de uma reunião entre EUA e Irã ainda nesta semana em Islamabad, mas há ceticismo quanto à sua real realização, segundo as fontes envolvidas.
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